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Correio da Manhã

Portugal
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Prisão preventiva para 31 suspeitos de tráfico humano no Alentejo. Oito podem ficar em prisão domiciliária

Medidas e coação foram conhecidas este sábado.
Tânia Laranjo 26 de Novembro de 2022 às 12:24
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Prisão preventiva para 31 suspeitos de tráfico humano no Alentejo. Oito podem ficar em prisão domiciliária
Trinta e um dos suspeitos de tráfico humano em Beja ficaram em prisão preventiva, este sábado, depois de serem conhecidas as medidas de coação. Para oito dos arguidos há a possibilidade de prisão domiciliária, com pulseira eletrónica. 

A decisão do juiz surge como prevenção "ao perigo de fuga". Os restantes quatro, do total de 35 suspeitos, detidos na quarta-feira, foram libertados com termo de identidade e residência, com proibição de contacto e apresentações diárias às autoridades. O procurador pediu prisão preventiva para a solicitadora, mas o juiz não correspondeu ao pedido.

Os detidos são suspeitos dos crimes de tráfico de seres humanos, associação criminosa e branqueamento de capitais. As vítimas eram atraídas com o pretexto de melhores condições de vida e de trabalho em Portugal. 

A rede, considerada a maior a operar em Portugal, era organizada a partir de Beja, mas tinha ramificações no centro do país e terá angariadores a partir de outros países, nomeadamente da Roménia, Moldávia, Índia, Senegal, Paquistão, Marrocos, Argélia, entre outros.

A investigação da PJ iniciou-se há cerca de um ano e teve como foco a angariação por esta rede criminosa de trabalhadores estrangeiros com a promessa de emprego e habitação.
Alentejo crime lei e justiça polícia
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