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Prisão preventiva para dois homens que simulam rapto para burlar familiar

PSP foi alertada por um idoso de que estava a receber telefonemas de um desconhecido.

29 de junho de 2026 às 14:51

Dois homens detidos pela prática, em coautoria, de pelo menos um crime de burla qualificada e violência doméstica contra o pai de um deles, em Vila Franca de Xira, ficaram em prisão preventiva, indicou esta segunda-feira a PSP.

Numa nota, o Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP) dá conta de que a detenção em flagrante delito dos dois homens ocorreu na quarta-feira, cerca das 19h00, naquele concelho do distrito de Lisboa.

A PSP foi alertada por um idoso de que estava a receber telefonemas de um desconhecido a ameaçar ter o seu filho raptado e a exigir o envio de dinheiro para o poder libertar.

A autoridade prestou "acompanhamento permanente" ao homem em função do conteúdo das conversas e realizou outras diligências, acabando por localizar o suspeito, "juntamente com o filho do comunicante, a tentar recolher o dinheiro que estavam a exigir ao lesado".

Desta forma, a PSP, "face ao conteúdo das ameaças proferidas, às exigências feitas e pelas próprias declarações do filho", descobriu que os dois suspeitos "engendraram um plano sob o qual criaram um cenário fictício de rapto e perigo de vida" para exigir ao pai de um deles o envio de dinheiro.

No momento em que ambos os suspeitos foram intercetados, já tinham conseguido concretizar o seu plano, dado que o lesado acabou por disponibilizar uma quantia monetária, que, entretanto, foi recuperada.

O objetivo era que o dinheiro fosse usado pelo seu próprio filho para pagar uma dívida que tinha contraído.

Os dois detidos, já com um vasto historial de crimes contra a propriedade, foram presentes ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca de Lisboa Norte para interrogatório, tendo ficado ambos sob a medida de coação mais gravosa.

"Com esta detenção a PSP não têm dúvidas de que conseguiu dar resposta a um cenário que expunha uma vítima vulnerável a uma situação de pressão e coação psicológica que poderia ter causado um alarmismo mais gravoso caso não tivesse sido debelado", conclui a nota.

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