Priscos recebe 300 mil euros para reinserir reclusos

Construção de seis casas para acolher presos que, após a pena, não têm para onde ir.
Por Secundino Cunha|13.10.18
"Dos 25 ex-reclusos que, até hoje, trabalharam aqui na paróquia, 23 são casos de sucesso em termos de reinserção social. Alguns até já casaram e quiseram que fosse eu a batizar-lhe os filhos." A afirmação é do padre João Torres, pároco de Priscos, e foi proferida em entrevista ao CM no dia em que soube que o seu projeto - chamado Fronteira - tinha sido o mais votado no Orçamento Participativo nacional e, por isso, contemplado com uma verba de 300 mil euros.

O primeiro passo deste projeto consiste na construção de seis pequenas habitações destinadas a acolher reclusos que tenham terminado o cumprimento da pena e não tenham qualquer retaguarda familiar que os acolha.

"Quando um preso sai da cadeia, se não tiver qualquer espécie de apoio, o caminho natural é o regresso ao crime. O que pretendemos, com este projeto, é ajudar a que estes homens [Braga e Guimarães são prisões masculinas] contem com algumas ajudas, como a habitação ou encaminhamento para o mercado de trabalho", afirmou o sacerdote, lembrando que "esta candidatura surgiu na sequência do trabalho que já tem sido feito no presépio ao vivo de Priscos".

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