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Correio da Manhã

Portugal
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Processo das fardas chega à Procuradoria

O empresário italiano Ricardo Privitera apresentou na Procuradoria-Geral da República (PGR) queixa-crime contra 17 pessoas que, assegura, terão estado envolvidos numa “burla” relacionada com as Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento (OGFE).
19 de Maio de 2006 às 00:00
Ricardo Privitera esteve envolvido em negócio de 92 milhões de euros
Ricardo Privitera esteve envolvido em negócio de 92 milhões de euros FOTO: Vítor Mota
Em causa está um negócio de aquisição de fardamento que a Polónia teria encomendado a Portugal, em 1997, no valor de 92 milhões de euros, que nunca chegou a concretizar-se e no qual Privitera serviu de intermediário.
Na queixa que entregou na PGR, o empresário diz que ele e a sua empresa, Talisman Europe Limited, “foram utilizados com bodes expiatórios para tentar cobrir uma burla já planeada desde 1997”.
Veiga Simão, ex-ministro da Defesa; José Penedos, ex-secretário de Estado da Defesa; os generais do Exército Martins Barrento e Fonseca Cabrinha; o major reformado Vale Mesquita; e dois ex-governantes polacos são alguns dos visados na queixa que deu entrada na PGR, no passado dia 6 de Maio.
Por causa do processo das fardas, Ricardo Privitera esteve detido 17 meses: onze na Polónia e seis em Portugal. O empresário, que está à espera de ser julgado, foi acusado de participação criminosa, falsificação de documentos polacos e de apropriação indevida de dois milhões de euros.
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