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Processo do "camião do fraque" em Braga sem julgamento por desistência da queixa

Desistência teve por base um acordo alcançado entre as partes.
Lusa 16 de Janeiro de 2020 às 14:17
Tribunal
Tribunal
A família do empresário de Braga António Salvador desistiu esta quinta-feira da queixa contra o também empresário Domingos Correia, no âmbito do processo do "camião do fraque", disse fonte judicial à Lusa.

A desistência teve por base um acordo alcançado entre as partes, que assumiram o compromisso de não praticarem qualquer ato "que comprometa o propósito de pacificação".

As partes comprometeram-se, concretamente, a absterem-se de "abordagens ou contactos futuros, por qualquer meio".

No processo, Domingos Correia estava acusado de quatro crimes de perseguição, nas pessoas de Salvador, mulher e filhos, e de um crime de difamação agravada.

Em causa estava uma alegada dívida de 1,2 milhões de euros de Salvador, também presidente do Sporting de Braga, ao seu ex-sócio Domigos Correia, que este decidiu "publicitar", em 2015, através de camiões e carrinhas que pôs a circular na cidade de Braga, para assim "forçar" o respetivo pagamento.

Nas viaturas, lia-se "Ao sr. presidente do S.C. de Braga: paga o que deves, nem com o aval pessoal pagas".

As viaturas circularam pela cidade e estiveram estacionadas fora do Estádio Municipal de Braga e da residência de António Salvador.

Segundo a acusação do Ministério Público, os camiões "visitaram" também o colégio em que estudou a filha de António Salvador e a empresa em que o filho começou a trabalhar.

Em outubro de 2015, e na sequência de uma providência cautelar interposta por Salvador, o tribunal impediu a circulação dos camiões.

A acusação contra Correia alude ainda a uma situação de alegada intimidação à filha de Salvador, num posto de abastecimento de combustíveis de Braga.

Após vários adiamentos, o julgamento do processo iria arrancar hoje, no Tribunal Judicial de Braga, mas ficou sem efeito fruto do acordo entre as partes a consequente desistência da queixa.

No processo, era também arguido um funcionário de Domigos Correia, que era quem conduzia o "camião do fraque".

O Sporting Clube de Braga era assistente no processo, pelo envolvimento do seu nome no caso.

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