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Correio da Manhã

Portugal
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Procurador deixa cair acusações de tortura e ódio de polícias

Magistrado considera que não há prova para condenar 17 arguidos pelos crimes mais graves.
Miguel Curado 13 de Fevereiro de 2019 às 08:53
Dezassete arguidos acusados de diversos crimes chegaram ao Tribunal de Sintra fardados, por imposição da PSP
Dezassete arguidos acusados de diversos crimes chegaram ao Tribunal de Sintra fardados, por imposição da PSP
Alegações prosseguem no dia 26
Dezassete arguidos acusados de diversos crimes chegaram ao Tribunal de Sintra fardados, por imposição da PSP
Dezassete arguidos acusados de diversos crimes chegaram ao Tribunal de Sintra fardados, por imposição da PSP
Alegações prosseguem no dia 26
Dezassete arguidos acusados de diversos crimes chegaram ao Tribunal de Sintra fardados, por imposição da PSP
Dezassete arguidos acusados de diversos crimes chegaram ao Tribunal de Sintra fardados, por imposição da PSP
Alegações prosseguem no dia 26
O Ministério Público deixou cair as acusações de ódio racial e tortura por não haver prova contra os 17 agentes da PSP da Amadora, julgados em Sintra por acontecimentos ocorridos a 5 de fevereiro de 2015, no bairro da Cova da Moura e junto à esquadra de Alfragide.

No entanto, o procurador Manuel das Dores sublinha que o caso foi "grave", com agressões e sequestros, e expedientes policiais falsificados para "branquear a violência".

Os 17 arguidos, acusados ainda de denúncia caluniosa, injúria, ofensas à integridade, e testemunho falso, chegaram ontem às alegações finais fardados.

Para o MP, a prova produzida "mostra duas versões dos factos - a dos arguidos e a de seis queixosos", que pedem mais de 300 mil euros de indemnizações.

Assim, Manuel das Dores considera que sete dos 17 arguidos devem ser condenados por agressões e injúrias. Em causa está a "detenção ilegal de Bruno Lopes, na Cova da Moura, e as agressões a este, e o ataque com balas de borracha a duas mulheres".

O procurador defende ainda a condenação de 3 arguidos por sequestro dos 6 queixosos. Manuel das Dores só pediu a absolvição de um arguido.

Defesa pede absolvição de cliente da PSP
Isabel Gomes da Silva e Hélder Cristóvão são os advogados dos 17 arguidos deste processo.

O advogado foi o único a alegar esta terça-feira e pediu a absolvição do cliente, que está acusado de, com outros três, agredir e insultar um dos queixosos, dentro e fora da esquadra de Alfragide.

"A alegada vítima não tem marcas", disse. Lúcia Gomes, advogada dos seis queixosos, acusou os arguidos de "mentir", já que "agrediram as vítimas com frieza".
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