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Correio da Manhã

Portugal
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Procurador insiste que há risco de amante de Rosa Grilo fugir

Ministério Público já recorreu da decisão que mantém António Joaquim em liberdade.
Débora Carvalho 19 de Setembro de 2020 às 10:10
António Joaquim
Rosa Grilo
Luís Grilo
António Joaquim
Rosa Grilo
Luís Grilo
António Joaquim
Rosa Grilo
Luís Grilo
O Ministério Público insiste que há risco de o ex-amante de Rosa Grilo, condenado à pena máxima pelo homicídio do triatleta Luís Grilo, tentar escapar à Justiça. O procurador recorreu esta sexta-feira da decisão da juíza do Tribunal de Loures, que manteve a medida de coação de termo de identidade e residência a António Joaquim.

O Ministério Público tinha pedido a alteração para prisão preventiva, depois da Relação de Lisboa ter anulado a decisão de primeira instância, que tinha absolvido o arguido. Coube a Ana Clara Batista, presidente do coletivo de juízes que julgou o caso, tomar esta decisão. A magistrada considera que não há perigo de fuga até que a decisão da Relação transite em julgado no Supremo Tribunal de Justiça, para onde a defesa vai recorrer. E justifica a manutenção da medida de coação com a presunção de inocência de António Joaquim e o facto de este estar inserido num agregado familiar estável. Além disso, realça a juíza, este apresenta uma atitude colaborante, já que se apresentou esta sexta-feira em tribunal após ter sido notificado pela PSP.

António Joaquim entrou em silêncio e, depois de conhecer a decisão, abandonou o tribunal por uma porta lateral. Ricardo Serrano Vieira, o seu advogado, disse que “não há vitórias, nem derrotas, é mais um obstáculo que foi superado”.

A Relação sustenta que foi o amante de Rosa a disparar contra a vítima e que ambos planearam o crime e a ocultação do cadáver. António Joaquim esteve em prisão preventiva durante mais de um ano, mas encontra-se com termo de identidade e residência desde dezembro de 2019. Foi ainda suspenso de funções como oficial de justiça.
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