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Correio da Manhã

Portugal
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Procuradores reclamam

O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Cluny, manifestou ontem agrado ante o “novo clima de diálogo” com o Ministério da Justiça, tornando porém claro, em reunião com o ministro da tutela, Alberto Costa, que não é possível mobilizar os magistrados para qualquer reforma no sector sem que se criem “condições de segurança relativamente ao seu estatuto sócio-profissional”.
28 de Julho de 2006 às 00:00
António Cluny considerou a reunião um 'encontro de vontades'
António Cluny considerou a reunião um 'encontro de vontades' FOTO: Marta Vitorino
Considerada “um encontro de vontades de ambas as partes”, a reunião prolongou-se durante duas horas e meia. Tempo suficiente para abordar questões como a da reforma do Código de Processo Penal, que, no entender de Cluny, só pode ser efectiva com “maior colaboração entre a Polícia Judiciária e os magistrados do Ministério Público”.
Questionado pelo CM sobre se a redução das férias judiciais fora assunto de conversa, António Cluny afirmou que “esse é um problema do Governo e não nosso”. Já o bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, voltou ontem a considerar tal redução uma medida errada, apelando a que se reponha a normalidade do sistema.
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