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Correio da Manhã

Portugal
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Professora acusada de agredir alunas

A mãe de duas crianças de dez anos que frequentam a Escola EB 2/3 de Góis acusa uma professora de Inglês de ter agredido as filhas, trancando-as na casa de banho, puxando-lhes os cabelos e ameaçando-as.
8 de Março de 2008 às 00:30
Margarida Carvalho está a trabalhar na Suíça e deixou as filhas gémeas, que frequentam o 4.º ano, ao cuidado da irmã. Quando, há uma semana, as crianças lhe telefonaram a dar conta da situação, ficou de tal modo “revoltada” que telefonou de imediato à GNR e escreveu à ministra da Educação, com conhecimento do conselho executivo e da associação de pais da escola.
“A professora em causa tem por hábito fazer um risco no quadro à frente do nome de cada aluno que se porta mal. Ao segundo risco o aluno é levado para a casa de banho, onde é trancado e agredido física e psicologicamente”, denuncia Margarida Carvalho. A uma das suas filhas. a docente terá dito “que estava farta e que não gostava dela, puxando-lhe os cabelos”. A outra foi também “trancada na casa de banho, empurrada e ameaçada com uma colher de pau”, adianta a mãe, garantindo que as meninas “estão traumatizadas e têm medo de entrar na sala”.
“Isto não se tolera. Há muitas maneiras de castigar uma criança sem ser com violência”, afirma Dulce Barbosa, tia e encarregada de educação das menores. “A situação já era falada há muito, mas nunca tinha sido denunciada”, diz, contando que conhece outros casos de crianças agredidas pela mesma professora.
"NUNCA HOUVE QUEIXAS"
O presidente do conselho executivo da Escola EB 2/3 de Góis, José de Albuquerque, admite que “aconteceu alguma coisa que não devia ter acontecido, mas não terá a dimensão que lhe estão a querer dar, até porque os alunos não têm sinais de agressão”. O responsável considera que “os problemas da escola são para resolver internamente entre o estabelecimento, a professora, a tutela, os alunos e os encarregados de educação” e garante que a docente “dá aulas há muitos anos e que nunca houve a mínima razão de queixa em relação a ela”. Ana Lúcia Pereira, presidente da associação de pais, convocou ontem uma reunião de emergência e enviou um ofício à escola, “mostrando preocupação e pedindo esclarecimentos”.
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