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Correio da Manhã

Portugal
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Professora de 57 anos chefiava rede desfeita pelo SEF

Grupo vendia certificados falsos de português.
Miguel Curado 30 de Outubro de 2019 às 01:30
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Grupo vendia certificados falsos de português.
Uma professora de 57 anos, colocada numa escola de Vila Real, foi constituída arguida pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) por suspeitas de liderar uma rede que, durante ano e meio, falsificou certificados de formação de português, obrigatórios por lei, e que permitiram a centenas de imigrantes o acesso ao estatuto de residente e à nacionalidade.

Uma imigrante ucraniana, de 30 anos e residente em Viseu, que tinha o papel de angariação de interessados, na sua maioria da Europa de Leste, nos serviços da rede, foi também constituída arguida. Cada imigrante pagava pela inscrição no programa de formação em português.

O SEF investigou esta situação, ao constatar que a maioria dos alunos deste curso tinha residência noutros pontos do continente e ilhas, raramente frequentando as aulas. Foram feitas buscas à escola, permitindo a recolha de documentação que atestou a fraude.

Dez estrangeiros, já com nacionalidade portuguesa concedida, foram constituídos arguidos como beneficiários do esquema. Vários precisaram mesmo de intérpretes durante os interrogatórios.
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