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Correio da Manhã

Portugal
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Professores aceitam colocações até dia 29

O Ministério da Educação (ME) decidiu alargar o prazo para a aceitação das colocações de professores por mais uma semana. Os docentes têm até dia 29 (terça-feira) para manifestar a aceitação ou não da afectação na escola onde foram colocados.
22 de Agosto de 2006 às 00:00
A decisão deve-se ao facto de muitos professores estarem de férias e vem de encontro ao solicitado pelos sindicatos – os professores tinham até hoje para dizer nas escolas se aceitavam ou não a colocação. Os que não concordem podem apresentar recurso hierárquico até dia 31.
O ME reuniu ontem com os sindicatos para apresentar as listas, publicadas na sexta-feira. De acordo com Manuel Grilo, da Fenprof, “o problema mais grave são os 35 a 40 mil professores que não conseguiram colocação e que vão ficar no desemprego”. As colocações são válidas para os próximos três anos. As afectações vão manter-se até 18 de Setembro, de modo a permitir a colocação de alguns docentes dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP). “Houve um número anormalmente elevado de professores dos QZP não colocados, uma situação mais problemática no 1.º Ciclo. Há 6104 professores vinculados não colocados e é previsível que não venham a ver resolvido o problema.”
Os sindicatos acusaram o facto de mais de mil horários não terem ido a concurso, o que poderá criar situações de “injustiça”.
Fernanda Assunção, educadora de infância com 15 anos de serviço, é um dos docentes que não se conformam com a colocação: vinculada ao QZP de Santarém, vai ficar durante três anos a mais de 90 quilómetros de casa: reside em Almeirim e foi colocada em Ourém.
Em 2005 tinha ficado perto de casa, em Alpiarça. “O Ministério quis acelerar o processo e não esperou para que todas as vagas fossem apuradas. Na minha zona há vagas que não foram a concurso e, agora, colegas com menos anos de serviço que vão ficar em melhor situação do que eu”, queixa-se.
HORTA CONTRA FECHO DE ESCOLA
A Câmara Municipal da Horta contesta a decisão da Secretaria Regional da Educação dos Açores de encerrar, no próximo ano lectivo, a única escola do Ensino Básico da freguesia da Praia do Norte (ilha do Faial). Na escola, que foi recentemente alvo de melhoramentos, estão inscritos menos de dez alunos que, face à legislação em vigor, terão de ser transferidos para a vizinha freguesia do Capelo. “Esta escola insere-
-se numa freguesia pequena e rural, distante da cidade da Horta, que se debate com um problema sério e preocupante de envelhecimento da sua população, que importa contrariar”, refere o comunicado da autarquia. Segundo os vereadores, é necessário “incentivar a fixação de jovens nas freguesias rurais, sobretudo mais distantes da cidade da Horta”, como é o caso da Praia do Norte. Os moradores da pequena freguesia já tinham manifestado discordância face a esta decisão do governo regional, através de um abaixo-assinado. A autarquia sublinha que, apesar das razões pedagógicas e económicas que sustentam a decisão, em casos semelhantes “devia ter-se em conta outras razões de grande importância para o futuro desta freguesia”.
SAIBA MAIS SOBRE A EDUCAÇÃO
23 ZONAS
Os professores podem ser vinculados de duas formas: a uma escola (quadro de escola) ou a uma zona pedagógica. A zona pedagógica pode abranger concelhos de mais de um distrito. Há 23 Quadros de Zona Pedagógica (QZP) no País.
DESTACADOS
5310 professores beneficiaram de destacamento por aproximação à residência. Até agora foram colocados 35 169 docentes, dos quais 6409 são contratados. Faltam colocar 8800 professores dos QZP – só do 1.º Ciclo são 6104.
AULAS DIA 11
O ano lectivo nos ensinos Básico e Secundário tem o arranque previsto para a semana de 11 a 15 de Setembro. O 1.º período termina a 15 de Dezembro. Os professores que foram colocados vão ficar na mesma escola por três anos.
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