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Correio da Manhã

Portugal
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Professores vão confrontar ministra

A diferença de discurso entre o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, e a ministra Maria de Lurdes Rodrigues vai marcar a reunião de hoje entre a Fenprof e os titulares da pasta da Educação. O aparente retrocesso nas negociações pode ditar a realização de mais protestos.
14 de Março de 2008 às 00:30
“Vamos tentar perceber se o que vale é o que nos foi dito pelo secretário de Estado na terça-feira ou o que a ministra disse na quarta-feira”, adianta Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof.
Jorge Pedreira mostrou alguma “flexibilidade” às propostas apresentadas pela estrutura sindical na terça-feira, sinal que a Fenprof entendeu como de “abertura”. Um dia depois, Maria de Lurdes Rodrigues clarificou, após reunir com o Conselho de Escolas, a ideia de “flexibilidade” no processo anunciada pelo seu adjunto.
Lembrando que “a reunião foi marcada na sequência de certas possibilidades de avanços verbalizadas pelo secretário de Estado”, algumas referentes à avaliação de desempenho, Mário Nogueira assume que irão “perguntar ao secretário de Estado se o que foi dito é ou não para manter”.
Quanto ao acordo entre o Ministério e o Conselho de Escolas – que dispensa a observação de aulas, as notas dos alunos e a ficha de avaliação do coordenador nesta fase inicial do processo –, Nogueira diz que “os sindicatos não vão fazer de notários para ratificar o acordo”. Porém, recusa qualquer apoio ao protesto que está a ser organizado por e-mail e SMS para as imediações do Comício do PS, no Porto. “Os professores devem ser cuidadosos porque a sua luta está muito prestigiada”, lembra, alertando que uma “vaia ou assobio pode descambar em situações mais complicadas”.
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