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Correio da Manhã

Portugal
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Promoção desespera cibernauta indignado

Onde está o meu leitor de MP3? É o que Paulo Almeida se pergunta há mais de dois meses. O informático de Lisboa aderiu ao serviço de internet rápida do Sapo, seduzido por uma campanha que oferecia um aparelho para ouvir música em formato MP3.
5 de Setembro de 2005 às 00:00
Até hoje, e após várias reclamações, nunca o recebeu. O caso, foi-lhe dito, “está em análise.”
“Vi a campanha na internet e telefonei para a empresa em Junho. Acertei tudo e tornei-me cliente do serviço ADSL do Sapo”, lembra o cibernauta. “É o maior engodo que já vi. Até hoje não recebi nada, já liguei para lá oito vezes e dizem-me sempre que o caso está a ser analisado”, queixa-se Almeida. Segundo lhe foi dito pelo ‘helpdesk’ da empresa, o caso está em análise “por um departamento que só pode ser contactado internamente e não pelos clientes.”
A Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (Deco) considera o caso mais um exemplo de publicidade enganosa, o que permite ao cliente rescindir legitimamente o contrato. “Há um incumprimento contratual por parte da empresa. Mesmo que a oferta não seja referida no contrato. Vindo na publicidade é como se viesse no contrato”, explica Margarida Moura, jurista da Deco. “Perante isto, a pessoa deve reclamar por escrito, dando um prazo para a resolução, findo o qual é legítimo o cliente rescindir unilateralmente o contrato”, acrescenta.
A responsável é clara quanto às reclamações que a Deco recebe de clientes de serviços de internet desta e de outras empresas: “Há bastantes. Queixam-se de incumprimentos de vária ordem.”
Contactado pelo CM, o Sapo negou sempre qualquer acesso telefónico aos seus responsáveis de comunicação, acabando por exigir um ‘e-mail’. A empresa nunca respondeu à mensagem electrónica enviada pelo jornal.
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