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Correio da Manhã

Portugal
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Prostitutas em luta

As prostitutas serão acompanhadas por vários profissionais da indústria do sexo, na manifestação do 1º de Maio, em Lisboa. Entre o Martim Moniz e a Alameda, o desfile irá integrar outros profissionais que não se dedicam à prostituição, mas que também são considerados trabalhadores do sexo, disse ao CM Sérgio Vitorino, dirigente das Panteras Rosa.
29 de Abril de 2010 às 00:30
Ana Lopes participou na fundação do sindicato britânico
Ana Lopes participou na fundação do sindicato britânico FOTO: Duarte Roriz

Poderão estar na rua, envergando chapéus de chuva vermelhos, "por exemplo, electricistas ou técnicos de som de filmes pornográficos", acrescentou o mesmo responsável. Também os lojistas de sex-shops e os operadores de linhas eróticas são considerados trabalhadores do sexo, segundo o modelo laboral que levou em 2000 à criação de um sindicato de trabalhadores do sexo, no Reino Unido.

A fundação do Sindicato Internacional dos Trabalhadores do Sexo britânico contou com a participação da portuguesa Ana Lopes, que em 2006 esteve em Portugal, aquando do lançamento do livro ‘Trabalhadores do Sexo Uni-vos’. A socióloga, que durante quatro anos foi trabalhadora do sexo como operadora de linhas eróticas, defende que "é preciso levantar o debate sobre a indústria do sexo e encorajar os profissionais a lutarem pelos seus direitos", como o acesso aos sistemas de saúde e de segurança social.

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