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Correio da Manhã

Portugal
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Proteção Civil distribui 70 mil golas antifumo com material inflamável às "Aldeias Seguras"

Dois oficiais de segurança do distrito de Castelo Branco afirmaram que "a gola aquece muito" e "cheira a cola".
Lusa 26 de Julho de 2019 às 08:30
Incêndios evoluem com 'muita violência' em Vila de Rei e Sertã
Incêndios no distrito de Castelo Branco
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Incêndios no distrito de Castelo Branco
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Setenta mil golas antifumo fabricadas com material inflamável e sem tratamento anticarbonização, que custaram 125 mil euros, foram entregues pela proteção civil no âmbito do programa "Aldeia Segura - Pessoas Seguras", avança esta sexta-feira a imprensa. 

De acordo com a imprensa, as golas antifumo, fabricadas em poliéster, "não têm a eficácia que deveriam ter: evitar inalações de fumos através de um efeito de filtro".

O programa "Aldeia Segura - Pessoas Seguras" está a ser implementado desde 2018 em vários municípios e soma, segundo a imprensa, 1.507 oficiais de segurança local -- a quem compete encaminhar as populações para os locais de abrigo.

Dois oficiais de segurança do distrito de Castelo Branco afirmaram que "a gola aquece muito" e "cheira a cola". Estes oficiais queixaram-se também do colete refletor, também feito em poliéster.

Um representante da Foxtrot Aventura, empresa de Fafe, no distrito de Braga, a quem a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) comprou 15 mil 'kits' e 70 mil golas em junho de 2018 disse que considerava tratar-se "merchandising" e que a entidade não referiu que os equipamentos "seriam usados em cenários que envolvem fogo".

"Se assim fosse, as golas seriam de outro material e com tratamento para suportar esses cenários [de fogo] (...) Juro que achei que isto seria usado em ações de merchandising', garantiu Ricardo Peixoto.

Uma fonte da ANEPC disse que os equipamentos não passam de um "estímulo à implementação local dos programas" e "não são um equipamento de proteção individual".

"Estes materiais não assumem características de equipamento de proteção individual, nem se destinam a proporcionar proteção acrescida em caso de resposta a incêndios", refere a proteção civil.

O programa "Aldeia Segura - Pessoas Seguras" tem como objetivos, entre outros, incentivar a consciência coletiva de que a proteção é uma responsabilidade de todos, apoiar o poder local na promoção da segurança, implementar estratégias de proteção das localidades face a incêndios rurais e sensibilizar as populações para a adoção de práticas que minimizem o risco de incêndio.

A execução do programa "Aldeia Segura - Pessoas Seguras" resulta de um protocolo assinado entre a ANEPC, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Associação Nacional de Freguesias
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