Proteção Civil testa acidente ferroviário

Foi simulado o derrame de um depósito de combustível no Terminal de Mercadorias.
Por Rafael Duarte|12.01.19

Os Agentes de Proteção Civil e as Entidades Cooperantes testaram a resposta a um acidente ferroviário envolvendo matérias perigosas. O exercício, que se realizou ontem de manhã no Terminal de Mercadorias de Loulé, assumiu a designação de ‘FerroExLoulé 2019’ e juntou 172 participantes.

O Comandante Operacional Distrital de Faro, Vítor Vaz Pinto, destacou a importância desta iniciativa "para minimizar as consequências numa situação real" e "permitir não só aos agentes de Proteção Civil mas também a Infraestruturas de Portugal testarem os seus procedimentos internos". No exercício foi simulado o derrame de um depósito de combustível com o objetivo de testar a aplicação prática do Plano Prévio de Intervenção (PPI).

O Comandante dos Bombeiros Voluntários de Portimão, Richard Marques, disse ao CM que "houve um ‘delay’ na garantia de segurança necessária para os bombeiros começarem a trabalhar, apesar de ser algo normal e que não prejudicou a evacuação das vítimas". Richard Marques contou que "para a resolução do problema foi necessária a aplicação de espuma e limitar aquilo que era a criação de uma atmosfera explosiva, que foi complementado por uma dispersão de gases". O exercício começou às 10h00 e durou cerca de duas horas.

No final, o balanço da simulação foi positivo. O Comandante dos Bombeiros Municipais de Loulé, Irlandino Santos, explicou que "houve situações que correram bem e outras que necessitam de alterações", mas, para tal, referiu que "foram identificados os locais e pontos que ainda há margem de progressão para melhorar". Um desses aspetos a corrigir foi a ausência de bocas de incêndio no Terminal de Mercadorias.

PORMENORES
29 entidades presentes
Nesta iniciativa estiveram envolvidas 29 entidades. Para além dos Bombeiros, Cruz Vermelha, Instituto Nacional de Emergência Médica, GNR e PSP o exercício envolveu a Infraestruturas de Portugal e Takargo.

Procedimentos internos
A Infraestruturas de Portugal, enquanto gestora da infraestrutura ferroviária, e a Takargo, responsável pelo transporte ferroviário de mercadorias, também testaram os procedimentos internos.

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