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Correio da Manhã

Portugal
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Protestos nas prisões alastram no País

Reclusos contestam greve dos guardas com ações em Lisboa, Custoias, Leiria, Funchal e Covilhã.
João Carlos Rodrigues 7 de Dezembro de 2018 às 01:30
Motim no Estabelecimento Prisional de Lisboa
 Motim no Estabelecimento Prisional de Lisboa
Cadeia de Custóias, em Matosinhos
Motim no Estabelecimento Prisional de Lisboa
 Motim no Estabelecimento Prisional de Lisboa
Cadeia de Custóias, em Matosinhos
Motim no Estabelecimento Prisional de Lisboa
 Motim no Estabelecimento Prisional de Lisboa
Cadeia de Custóias, em Matosinhos
Depois do motim na cadeia de Lisboa – a que se seguiram protestos no Linhó e em Custoias – foi a vez dos reclusos de Leiria, Funchal e Covilhã se manifestarem contra os efeitos das greves dos guardas prisionais – anulação de visitas, de almoços e jantares de Natal, fecho de bares e até limitação de contactos telefónicos ou disponibilização de medicamentos.

Na cadeia da Covilhã, os reclusos deslocaram-se até ao refeitório, mas depois recusaram a refeição e o regresso às celas, em protesto contra a ausência de telefonemas durante a greve.

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais esclareceu que "a diretora do estabelecimento falou com os reclusos, tendo a refeição e o retorno às celas decorrido com inteira normalidade".

Na cadeia para jovens de Leiria, um detido "pegou, no interior da sua cela individual, fogo ao colchão". "A situação foi imediatamente detetada e controlada, com os meios próprios do estabelecimento, pelos guardas de serviço." Já na Madeira, "seis reclusos" avançaram para uma greve de fome, "invocando motivos de natureza pessoal". Foram separados e estão a receber acompanhamento clínico.

PORMENORES
Reclusa morre em Tires
Uma reclusa da cadeia de Tires foi encontrada morta pelas duas colegas de cela, na manhã de quarta-feira. A DGRSP garante que "o percurso prisional da reclusa não permite, à partida, presumir" que a morte tenha resultado de overdose.

Greves até janeiro
Estes protestos surgiram depois de os dois sindicatos da guarda prisional anunciarem greves contra o novo estatuto e os horários de trabalho impostos pela DGRSP. A contestação dura desde o início do ano e vai continuar até 5 de janeiro.

"Sempre que saio de casa, tenho medo de não voltar"

A frase do guarda Paulo Fernandes resume bem o protesto dos guardas prisionais pela revisão do estatuto profissional: "Sempre que saio de casa, tenho medo de não voltar." Esta quinta-feira, esse protesto transformou-se numa vigília. Munidos de comida e agasalhos, entre 30 e 40 guardas acamparam frente ao Palácio de Belém para fazer um apelo ao Presidente: faça uma visita ao Estabelecimento Prisional de Lisboa, tal como prometeu em fevereiro, para ver as condições de trabalho.






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