Protestos nas prisões alastram no País

Reclusos contestam greve dos guardas com ações em Lisboa, Custoias, Leiria, Funchal e Covilhã.
Por João Carlos Rodrigues|07.12.18
Depois do motim na cadeia de Lisboa – a que se seguiram protestos no Linhó e em Custoias – foi a vez dos reclusos de Leiria, Funchal e Covilhã se manifestarem contra os efeitos das greves dos guardas prisionais – anulação de visitas, de almoços e jantares de Natal, fecho de bares e até limitação de contactos telefónicos ou disponibilização de medicamentos.
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Na cadeia da Covilhã, os reclusos deslocaram-se até ao refeitório, mas depois recusaram a refeição e o regresso às celas, em protesto contra a ausência de telefonemas durante a greve.

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais esclareceu que "a diretora do estabelecimento falou com os reclusos, tendo a refeição e o retorno às celas decorrido com inteira normalidade".

Na cadeia para jovens de Leiria, um detido "pegou, no interior da sua cela individual, fogo ao colchão". "A situação foi imediatamente detetada e controlada, com os meios próprios do estabelecimento, pelos guardas de serviço." Já na Madeira, "seis reclusos" avançaram para uma greve de fome, "invocando motivos de natureza pessoal". Foram separados e estão a receber acompanhamento clínico.

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