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Correio da Manhã

Portugal
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PROVAS CUSTAM CINCO MILHÕES

Os exames nacionais para os alunos do 12.º ano, que começam segunda-feira com a prova de Português, vão custar ao Estado “perto de 5 milhões de euros” (um milhão de contos) só em recursos usados na preparação das provas, revelou ontem, em Coimbra o ministro da Educação, David Justino.
19 de Junho de 2003 às 00:00
Segundo o governante, a verba será gasta sobretudo no pagamento aos correctores, aos professores que elaboraram os exames e na impressão das provas. Neste valor não está incluída a verba despendida com os auxiliares e professores vigilantes.
Este ano inscreveram-se nos exames 128.991 alunos, na maioria do sexo feminino (57 por cento), que até dia 11 de Julho, irão realizar 456.682 provas. Para as corrigir, estão recrutados mais de 11.000 professores.
Do lote de inscritos, a maior parte vai fazer o exame para aprovação, havendo 25 por cento dos alunos que estarão presentes na prova apenas com o objectivo de entrar no ensino superior. A tentativa de melhorar as notas através deste exame abrange 14 por cento dos estudantes.
A média de idades dos candidatos é de 20 anos, estando a grande maioria a frequentar o novo ensino secundário.
Para revelar como vão processar--se os exames, David Justino deslocou-se à Escola Secundária Infanta D. Maria, um estabelecimento modelo que servirá para testar a máquina envolvida nas provas.
À chegada, o ministro foi recebido por uma manifestação de professores e não docentes, o que o levou a afirmar que pretende “mudar a Educação, quer queiram, quer não”.
PODE HAVER GREVE NO DIA DOS EXAMES
w Um grupo de elementos ligados aos sindicatos de Professores da Região Centro (SPRC) e dos Trabalhadores da Função Pública manifestou-se ontem contra as políticas do Governo, ameaçando entrar em greve no dia de início dos exames.
Os trabalhadores não docentes exigem a integração dos 14 mil funcionários contratados e anunciaram que vão estar em greve no dia 23.
Quanto aos professores, acusam o Governo de estar a desvalorizar o ensino público com a proposta de Lei de Bases da Educação e exigem a realização de um amplo debate público sobre o documento, por forma a encontrar-se o “consenso social e político”.
Confiante de que “a greve não vai ter grandes efeitos”, David Justino não deixou, no entanto, de lamentar a altura escolhida para o protesto.
“Não é por falta de empenho do Estado que não existem ainda soluções”, afirmou o ministro, criticando o SPRC por se manifestar contra a proposta da Lei de Bases, sem especificar os motivos da contestação.
“Se querem contestar a política da Educação, critiquem o ministro mas não prejudiquem os alunos”, adiantou o governante.
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