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Correio da Manhã

Portugal
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Prozac em análise

Durante dez anos, um conjunto de ensaios clínicos que sugeriam uma ligação entre o antidepressivo Prozac e comportamentos violentos e suicidas estiveram desaparecidos.
2 de Janeiro de 2005 às 00:00
Agora, a revista ‘British Medical Journal’ divulga ter recebido esses mesmos documentos através de uma fonte anónima. E os estudos já estão nas mãos da agência norte-americana que regulamenta o sector da saúde, por quem serão analisados.
A história remonta a 1989, quando Joseph Wesbecker, um norte-americano que estava a ser tratado com Prozac, disparou e matou oito pessoas, ferindo outras 12. Em seguida, tirou a própria vida com um tiro. Cinco anos depois, o laboratório farmacêutico responsável pelo medicamento, Lilly, foi levado a tribunal por um conjunto de pessoas que pretendiam provar que a empresa tinha ocultado dados sobre os efeitos secundários do Prozac.
A Lilly foi, então, inocentada, mas faltavam provas importantes: documentos que davam conta de que o fabricante do medicamento sabia que a substância tem “efeitos colaterais problemáticos”, podendo mesmo agravar os sintomas dos doentes.
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