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Correio da Manhã

Portugal

PS e esquerda "chumbam" responsabilização de Azeredo Lopes e Costa no caso Tancos

Conclusões apenas admitem que "não ficou provado" que tenha havido interferência política na ação do Exército ou na atividade da Polícia Judiciária Militar.
Lusa 18 de Junho de 2019 às 20:38
Azeredo Lopes
Azeredo Lopes
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
Azeredo Lopes
Azeredo Lopes
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
Azeredo Lopes
Azeredo Lopes
António Costa no debate quinzenal
António Costa no debate quinzenal
Todas as propostas do CDS e do PSD para tentar responsabilizar o primeiro-ministro e ex-ministro da Defesa no caso do furto de Tancos, em 2017, foram esta terça-feira chumbadas pela esquerda na comissão parlamentar de inquérito.

Numa reunião, após o debate quinzenal com António Costa, na Assembleia da República, concluiu-se a votação das propostas de alteração ao relatório final apresentado pelo deputado socialista Ricardo Bexiga, ficando para quarta-feira a votação final do documento, que deverá ter aprovação garantida, com os votos do PS, e do PCP e BE.

As conclusões excluem qualquer responsabilização direta de Azeredo Lopes e de António Costa, apenas admitindo que "não ficou provado" que tenha havido interferência política na ação do Exército ou na atividade da Polícia Judiciária Militar.

O relator do PS fez uma alteração, para a versão final, em que admite que Azeredo Lopes "secundarizou" o conhecimento que teve de "alguns elementos" do memorando da PJM sobre a recuperação do material furtado.

As propostas alternativas, na maioria do CDS, que apontavam, por exemplo, para o conhecimento, pelo antigo ministro da Defesa Azeredo Lopes, do memorando feito por elementos da PJ Militar que apontava para uma encenação na recuperação do material, quatro meses após o furto, foram chumbadas com os votos do PS, PCP e BE. CDS e PSD votaram a favor, mas os votos foram insuficientes.

Com o "chumbo" das suas propostas, a bancada centrista vai votar contra o relatório final. O PSD não anunciou o seu sentido de voto, mas está excluído, segundo fontes sociais-democratas, votar favoravelmente, pelo que bastarão os votos da esquerda (PS, BE e PCP) para fazer aprovar o relatório.

O furto de material de guerra foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017. Quatro meses depois, a PJM revelou o aparecimento do material furtado, na região da Chamusca, a 20 quilómetros de Tancos, em colaboração com elementos do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

O processo de recuperação do material militar levou a uma investigação judicial em que foram detidos vários responsáveis, entre eles o agora ex-diretor da PJM Luís Vieira.
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