Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
2

Psicólogo explica "homicídios por compaixão"

Homem de 73 anos matou sexta-feira a mulher.
18 de Abril de 2015 às 09:46
Psicólogo explica que apesar das razões do homicídio de compaixão poderem ser compreensivas, "não justificam o acontecimento"
Psicólogo explica que apesar das razões do homicídio de compaixão poderem ser compreensivas, 'não justificam o acontecimento' FOTO: Getty Images

O psicólogo forense Mauro Paulino afirmou que há casos de "homicídio por compaixão" em que o idoso mata a mulher porque acredita que está a pôr fim ao seu sofrimento provocado por uma doença.


Um homem de 73 anos matou na sexta-feira, em Matosinhos, a mulher que se encontrava em fase terminal de doença, tentado depois suicidar-se com a mesma arma de fogo que usou contra a vítima, disse à agência Lusa uma fonte da PSP do Porto.


Mauro Paulino explicou que nestes casos é necessário perceber se já existe um historial de violência doméstica: "Se isso acontece estamos a falar de um homicídio conjugal que ocorre numa sequência de violência doméstica".


Mas se não há qualquer indício de violência doméstica (física ou psicológica) o que acontece é que o "idoso se sente impotente para continuar a cuidar da sua esposa" que "está a ficar idosa, dependente e tem uma patologia muito específica que requer alguns cuidados" ou ele próprio está a ficar doente.


"Entramos aqui numa situação que tem sido chamada de homicídio por compaixão", disse o psicólogo, explicando que o idoso, perante a situação de não conseguir ajudar a mulher, "tenta acabar com o seu sofrimento", pondo termo à sua vida.


Mas, apesar das razões do homicídio de compaixão poderem ser compreensivas, "não justificam, nem desculpabilizam o acontecimento", frisou.

Mauro Paulino "homicídios por compaixão" psicólogo
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)