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Correio da Manhã

Portugal
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PSP caça seguranças

Sessenta e oito seguranças de bares e discotecas foram apanhados pela PSP na última semana a exercer a actividade sem o indispensável cartão profissional, no âmbito de uma megaoperação policial relacionada com a segurança privada. Em sete dias foram fiscalizados 332 estabelecimentos e, no decurso das várias acções, detidas 42 pessoas.
27 de Julho de 2006 às 00:00
Mais de metade dos crimes em discotecas acontece aos fins-de-semana
Mais de metade dos crimes em discotecas acontece aos fins-de-semana FOTO: Manuel Moreira
“Esta é uma época em que as discotecas são mais frequentadas e como tal foi decidido avançar para uma operação co-ordenada a nível nacional. Até agora, este tipo de fiscalização era decidida pelos comandos”, explicou ao CM fonte policial.
Mas não foi apenas a sazonalidade a pesar na decisão. As informações da PSP mostram que, muitas vezes, os seguranças nas discotecas não têm cartão profissional, são indivíduos violentos e portadores de armas. “Estamos a falar de acções de extrema violência”, referiu a fonte.
Por outro lado, e segundo dados estatísticos a que o CM teve acesso, mais de metade de todos os crimes que envolvem seguranças de discotecas acontece ao fim-de-semana, a maioria nas madrugadas de domingo, entre as 2h00 e as 04h00, sendo os ajustes de contas e as ofensas corporais os mais frequentes.
Na última semana foram detectadas 221 infracções no âmbito da actividade de segurança privada, sendo o exercício de funções de vigilância por não titulares de cartão a mais frequente. Em relação aos estabelecimentos, a PSP detectou 120 infracções, sendo a ausência de ligação à central de Polícia a mais frequente (28 casos).
Ao todo, foram elaborados 293 autos de contra-ordenação e 35 autos criminais. A PSP deteve ainda 42 pessoas, embora a maior parte não esteja relacionada com a actividade de segurança privada. “Em alguns comandos decorreram em simultâneo acções de trânsito, que deram origem a essas detenções”, esclareceu o responsável da PSP.
As cidades de Lisboa, Braga e Setúbal são as que registam maior número de crimes envolvendo seguranças privados de bares e discotecas. Em 67 por cento dos casos há registo de uso de arma de fogo ou violência física.
Nos próximos dias a operação de âmbito nacional dedicada ao sector da segurança privada vai fiscalizar carrinhas de transporte de valores, centrais de alarmes e o uso de cães por parte de algumas empresas, adiantou a mesma fonte ao CM.
A ACÇÃO POLICIAL
32% de todos os crimes em bares e discotecas acontece em Lisboa, 17 por cento em Braga e 12 por cento em Setúbal.
221 infracções no exercício de funções de vigilância, como a falta de cartão profissional para o exercício desta actividade.
120 infracções detectadas, como a falta de ligação a uma central pública de alarmes e de aparelho de detecção de metais.
332 fiscalizações feitas em estabelecimentos que dispõem de sala de dança ou onde, habitualmente, se dança.
42 detidos por excesso de álcool, tráfico de droga, situação ilegal no País e, num caso, por mandado de captura já emitido.
243 viaturas utilizadas pelos polícias para levar a cabo a operação de fiscalização aos seguranças privados por todo o País.
739 polícias envolvidos na operação de fiscalização que decorreu em estabelecimentos de restauração e bebidas do País.
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