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Correio da Manhã

Portugal

PSP cadastrado detido por roubo

Uma patrulha da PSP de Queijas foi chamada anteontem a um local ermo de Barcarena, Oeiras. Uma idosa estaria a ser assaltada por um homem, retido no local por um vizinho até à chegada das autoridades. O alegado assaltante viria a ser identificado como um colega de profissão dos próprios agentes.
27 de Setembro de 2008 às 15:00
Maria vive nesta barraca na Estrada do Cacém, em Barcarena. A idosa assegura que o agente da PSP Jorge M. a tentou assaltar anteontem
Maria vive nesta barraca na Estrada do Cacém, em Barcarena. A idosa assegura que o agente da PSP Jorge M. a tentou assaltar anteontem FOTO: Manuel Moreira

Jorge M., de 39 anos, prestou, até Agosto de 2006, serviço na já encerrada esquadra da PSP do Rego, em Lisboa. Foi, na altura, suspenso de funções, depois de ter sido detido pela GNR de CasteloBranco. Os militares encontraram diverso material que ligava o agente a dois assaltos a residências da zona de Penamacor. O tribunal local condenou-o a Termo de Identidade e Residência e deliberou a sua imediata suspensão de funções na PSP.

Nos meses que se seguiram, Jorge M. viu o Ministério Público deduzir-lhe acusação formal. Foi julgado no Tribunal de Penamacor, de onde é natural, e condenado a dois anos e meio de cadeia, com pena suspensa.

Até anteontem, o agente, entretanto suspenso da PSP, não mais voltou a reincidir. Agora, uma idosa de mais de 80 anos, residente na Estrada do Cacém, em Barcarena, acusa-o de tentativa de assalto.

Na versão que contou à PSP, Maria (a idosa) assegura que Jorge M. lhe bateu à porta pelas 16h35 para pedir um copo de água. Quando virou costas, a idosa refere que o polícia suspenso forçou a porta e a deitou ao chão para a tentar assaltar.

Ter-lhe-á valido um vizinho que manietou Jorge M., até à chegada da PSP, chamada por duas assistentes sociais. Identificado, o agente condenado em tribunal negou aos colegas qualquer tentativa de assalto. O CM apurou que Jorge M. assegurou ter entrado na residência da idosa para a ajudar, uma vez que a viu prostrada no chão.

Depois de identificar o polícia, a PSP mandou-o em liberdade. O expediente foi enviado ao Ministério Público de Oeiras para procedimento criminal.

PORMENORES

lSociável e brincalhão

Jorge M. entrou na PSP há mais de dez anos. A última esquadra onde trabalhou foi a do Rego, em Lisboa. Colegas  recordam-no como "sociável e brincalhão".

Arrisca expulsão

Logo em 2006, quando foi detido pela GNR, e posteriormente condenado por roubos, Jorge M. viu a PSP abrir-lhe uma inquirição interna que ainda não está concluída. Agora, após ter sido novamente identificado por suspeitas de crime, o agente pode esperar uma mais que provável expulsão.

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