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Correio da Manhã

Portugal
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PSP E LADRÕES AOS TIROS

Gatunos e autoridades policiais andaram ontem aos tiros em Vila Franca de Xira. Depois de ter detectado um assalto a uma loja de telemóveis, que já havia sido roubada há uma semana, a PSP local encetou uma perseguição, vindo a balear a viatura onde seguiam os cinco assaltantes. A história terminou em Lisboa, com a detenção de dois deles.
30 de Julho de 2003 às 00:00
O início desta ‘odisseia’ aconteceu na Baixa da Banheira, concelho da Moita. Foi neste local que um grupo de cinco indivíduos, com idades entre os 16 e os 20 anos, furtou, ao princípio da madrugada de hoje, um Honda CRX com o qual iniciou uma viagem que teve em Torres Novas a sua primeira paragem.
Nesta localidade, pelas 02h30, os assaltantes recorreram a um macaco hidráulico para assaltar uma loja de telecomunicações.
No entanto, a chegada ‘imprevista’ das autoridades policiais levou ao fim antecipado do assalto, obrigando os indivíduos a fugirem, desta vez em direcção à Azambuja. Nesta localidade, alguns elementos do grupo furtaram nova viatura, um Fiat Uno, fazendo-se mais uma vez à estrada.
A chegada a Vila Franca de Xira deu-se pelas 05h00, com os assaltantes a escolherem como alvo a loja de telemóveis ‘Corrente Auto’, somando 10 mil euros de prejuízo. Os assaltantes e a polícia trocaram vários tiros, durante uma perseguição policial que só viria a terminar na zona de Monsanto, Lisboa, com a detenção de dois dos gatunos.
O mesmo estabelecimento já tinha sido assaltado na madrugada de dia 21 deste mês, noite em que ocorreram outros assaltos a lojas de telemóveis em Alverca, Vila Franca e Agualva-Cacém.
'TALVEZ VÁ PÔR GRADES DE FERRO'
Uma semana depois de ter visto a loja de telemóveis que gere, no centro de Vila Franca de Xira, ‘pilhada’ pelos gatunos, Vítor Ferreira era ontem, de novo, a imagem da desolação. O cenário de destruição com que foi confrontado, depois de ser alertado pela PSP de Vila Franca de Xira para o assalto no seu estabelecimento, deixou o proprietário da ‘Corrente Auto’ sem saber o que fazer. “Da primeira vez usaram o carro, mas ele ficou quase à porta. Desta vez, meteram a viatura toda cá dentro e destruíram a grade e o vidro da montra”, explicou Vítor Ferreira. “Para além dos 35 telemóveis que me roubaram, devo ter, com toda esta destruição, um prejuízo de mais de 10 mil euros”, acrescentou. Confrontado com o futuro, o comerciante mostrou indecisão, alegando poder escolher entre “grades de ferro maciço na montra, ou tirar os telemóveis dos expositores durante a noite”.
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