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Correio da Manhã

Portugal
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38 detidos por suspeitas de corrupção no IMT

33 são funcionários de centros de inspeções, dois são administradores desses mesmos centros, um é funcionário do IMT e outro é agente da PSP.
João Carlos Rodrigues 28 de Junho de 2022 às 11:21
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Megaoperação da PSP

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve 38 pessoas por suspeitas de corrupção no Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), na sequência de uma operação de investigação criminal que decorre nos distritos de Lisboa, Porto, Setúbal, Braga e Faro. 

33 são funcionários de centros de inspeções, dois são administradores desses mesmos centros, um é funcionário do IMT e outro é agente da PSP. Serão presentes em primeiro interrogatório quarta-feira no Campus da Justiça, em Lisboa.

No âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), e em investigação no Departamento de Investigação Criminal da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, encontram-se em curso 50 buscas domiciliárias e não domiciliárias tendentes à recolha de prova de crimes de corrupção passiva para ato ilícito, corrupção ativa para ato ilícito e falsificação de documentos.

Segundo o Ministério Público, "foram também cumpridos mandados de busca em sete centros de inspeções e num escritório de advogados". "As detenções e as buscas tiveram lugar em diversas zonas do país, nomeadamente, nas localidades de Cacém, Azambuja, Seixal, Lagoa, Vila Nova de Famalicão, Amarante e Odivelas. Em causa estão factos, praticados desde meados de 2017 até ao presente, suscetíveis de integrar múltiplos crimes de corrupção passiva para ato ilícito, corrupção ativa para ato ilícito e falsificação de documento na forma agravada,  todos relacionados com a atividade de inspeção técnica de veículos."

Encontra-se indiciado que, através desta atividade, foram implementadas práticas consistentes na aprovação de veículos sem a anotação das deficiências que tinham ou sem a adoção dos procedimentos de inspeção legalmente obrigatórios, tendo em vista atrair clientes e, em consequência, aumentar o número de inspeções e as correspondentes receitas.

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