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Correio da Manhã

Portugal
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PSP espeta garfo na amante e é expulso da força de segurança

Bruno Alves foi condenado a nove anos e dez meses de prisão por agredir Flávia Maciel.
Rui Pando Gomes e Ana Palma 18 de Julho de 2019 às 08:23
Bruno Alves está atualmente a cumprir pena na cadeia de Évora
Flávia Maciel foi agredida dentro da casa onde vivia em Portimão
Bruno Alves está atualmente a cumprir pena na cadeia de Évora
Flávia Maciel foi agredida dentro da casa onde vivia em Portimão
Bruno Alves está atualmente a cumprir pena na cadeia de Évora
Flávia Maciel foi agredida dentro da casa onde vivia em Portimão
O agente da PSP que foi condenado pelo Tribunal de Portimão a nove anos e dez meses de prisão por agredir a amante com um garfo foi expulso desta força de segurança. O despacho do Ministério da Administração Interna foi publicado esta quarta-feira em Diário da República.

O agente Bruno Filipe de Sousa Alves foi condenado pelos crimes de homicídio tentado, violência doméstica e ofensas à integridade física.

O polícia foi ainda obrigado a pagar à ex-companheira uma indemnização de 10 mil euros. Em tribunal, o agente assumiu as agressões mas negou sempre a intenção de matar Flávia Maciel, a quem pediu desculpa durante o julgamento.

Bruno Alves está atualmente a cumprir a pena de prisão que lhe foi aplicada no Estabelecimento Prisional de Évora.
Em simultâneo ao processo judicial estava em curso um processo disciplinar aberto pela Direção Nacional da PSP.

Segundo o aviso publicado em Diário da República, o despacho para aplicar a pena disciplinar de demissão foi assinado pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, em março.

A expulsão foi decidida pela diretora do Gabinete de Deontologia e Disciplina, Fernanda Portinha.

Pormenores
Arrependimento
Bruno Alves mostrou arrependimento no Tribunal de Portimão e assumiu que teve um comportamento reprovável porque estava a passar pelo que classificou como um "colapso emocional".

"Nunca foi minha intenção retirar a vida a ninguém", disse.

‘Relação sinistra’
O polícia, na altura do crime com 36 anos, era considerado pelos colegas um profissional exemplar. Bruno Alves assumiu que vivia uma "relação sinistra" com a brasileira Flávia Maciel, de 27. Disse que efetuou dois disparos contra a porta da casa da amante.
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