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Correio da Manhã

Portugal
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PSP que socorreu adepto da Juve Leo esfaqueado por elementos dos No Name Boys relata o que aconteceu no Estoril

João Paulo Araújo chegou a estar em coma após ter sido atacado, em maio de 2020, no Estoril.
Inês Freire 9 de Dezembro de 2021 às 11:57
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PSP que socorreu adepto da Juve Leo esfaqueado por elementos dos No Name Boys relata o que aconteceu no Estoril
Estava marcado para esta quinta-feira, no Tribunal de Sintra, o depoimento do adepto do Sporting que foi espancado e esfaqueado por alguns dos 31 arguidos do processo No Name Boys e que por isso se constituiu assistente.

No entanto, a vítima viu-se impossibilitada de prestar declarações, visto que se encontra hospitalizada no Reino Unido. O depoimento ficou agendado para o próximo dia 6 de janeiro de 2022.

Recorde-se que o membro da claque Juventude Leonina chegou a estar em coma após ter sido atacado, em maio de 2020, no Estoril.

Esta quinta-feira foi ouvida uma testemunha. José António Martins, de 42 anos, da esquadra de investigação criminal de Cascais, encontrava-se na zona quando tudo aconteceu.

Em declarações no tribunal, o agente revelou que se encontrava sozinho numa viatura descaracterizada da PSP quando voltava de um serviço para a esquadra. Viu um grupo de pessoas encapuçadas a agredir uma pessoa. Gritou polícia e fugiram. Aproximou-se e ajudou a vítima, João Paulo Araújo.

De acordo com a testemunha, eram vários os elementos junto à vítima. Tinham cachecóis a tapar a cara e camisolas dos No Name Boys na cabeça. Entraram nas viaturas e fugiram por ruas transversais. José António Martins acabou por perdê-los de vista.

O agente da PSP auxiliou a vítima, que estava em tronco nu, cheia de sangue na cara e no corpo, embora não se recorde se tinha o dedo partido.

José António Martins encontrou no local um bastão e um martelo e ainda viu o adepto a correr e a ser agredido em várias zonas do corpo por diferentes pessoas enquanto andava.

Ao polícia, João Paulo Araújo confessou que também tinha sido agredido há uma semana, que conhecia bem as pessoas que o tinham agredido e que as mesmas pertenciam à claque do clube rival. A vítima acabou por não revelar nomes.

A testemunha desconhece se as pessoas foram identificadas no processo.
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