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Correio da Manhã

Portugal
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PSP reduz operacionais

O ministro da Administração Interna (MAI) confirmou ontem a extinção de uma das seis companhias do Corpo de Intervenção (CI) da PSP. Daniel Sanches defendeu mesmo a redução do pessoal daquela unidade especial, para poupar ao País “luxos desadequados”.
2 de Fevereiro de 2005 às 00:00
O governante, que falava durante a inauguração da esquadra da PSP do Laranjeiro, Almada desmentiu que esta nova instalação irá “albergar, no seu efectivo, 16 profissionais desmobilizados do CI”.
Ao que o CM apurou, os cerca de 60 elementos da companhia agora extinta serão “recolocados” nos outros grupos do CI considerados “deficitários”.
Num futuro próximo, acrescentou Daniel Sanches, não está eliminada a hipótese de “serem extintas mais companhias do CI”. “O Corpo de Intervenção, tal como outras unidades especiais da PSP e da GNR, foram sobrevalorizados durante o Euro’2004. Agora, não faz sentido o CI ter 720 homens”, disse o ministro.
Os dois principais sindicatos da PSP, Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) e Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), estão solidários na oposição frontal a este plano do ministro Daniel Sanches.
Alberto Torres, presidente da ASPP, considera estarmos perante “uma contradição de posições do MAI face ao que decidiu no Euro’2004”.
Por sua vez, António Ramos, líder do SPP, classifica esta medida como uma “decisão política, e não operacional”.
INTERVENÇÕES ARRISCADAS DO CI
CELÉ
A 29 de Outubro de 2002, operacionais do Corpo de Intervenção travaram o traficante e homicida Celé. Foi abatido.
BAIRRO
O CI actuou em 19 de Junho de 2004, no bairro 6 de Maio, uma zona degradada da Amadora, onde as patrulhas da PSP não entravam.
CHELAS
A perigosidade de uma quadrilha obrigou a PSP a mandar o CI numa operação em Chelas, Lisboa, em Dezembro de 2004.
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