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PSP volta a não conseguir preencher todas as vagas no curso de agentes

Apenas 633 candidatos aprovados para 800 vagas. PSP justifica com "rigor da seleção". Sindicatos preocupados com falta de atratividade.

11 de julho de 2025 às 08:26

Nem com o aumento da idade máxima (34 anos, com a possibilidade de chegar aos 39 para funcionários públicos e ex-militares), o corte na altura mínima e a eliminação com chumbo nas provas físicas, a PSP conseguiu preencher as vagas para o novo curso de formação de agentes. Para as 800 vagas previstas, concorreram 3392 homens e mulheres. Apenas 633 obtiveram aprovação nas provas eliminatórias (físicas, escritas e psicotécnicas), o que significa que 2759 ficaram pelo caminho; e que 167 vagas ficaram por preencher.

O curso foi aberto, no início do ano, ainda pela anterior ministra da Administração Interna, Margarida Blasco. O Governo, na altura, anunciou que ia tomar medidas para alargar em muito o espetro de candidatos. Até o método de avaliação das provas físicas mudou: além de ter acabado com duas provas (salto de muro e elevações na barra), foi criado um sistema de pontos. Se antes, a reprovação num dos exames de aptidão física dava chumbo imediato, agora a aprovação está garantida se o candidato chegar aos sete pontos.

O CM teve acesso à lista provisória dos candidatos, que mostra que apenas 633 tiveram aprovação. Decorre agora uma fase de recursos destas decisões, que serão aprovados por um júri.

A direção da PSP diz que este resultado "reflete a exigência e o rigor do processo de seleção, orientado para garantir a qualidade da formação e competência dos futuros agentes".

Os sindicatos da PSP, no entanto, continuam a apontar "a falta de atratividade da carreira policial". "É necessário valorizar remuneratoriamente os profissionais, dignificar a profissão, entre outras medidas. Caso não aconteça, é preferível fechar portas", afirma ao CM Paulo Santos, presidente da ASPP/PSP. Já o SIAP, diz que este resultado (2759 chumbos de candidatos) "deve ser lido como um sério sinal de alarme sobre a forma como a carreira policial está a ser percecionada pelos jovens portugueses". Por fim, o Sindicato dos Profissionais de Polícia, diz que "esta é uma situação que reflete a falta de capacidade do Governo em proporcionar condições remuneratórias suficientemente atrativas". 

O curso de formação de agentes tem início previsto para o último trimestre do ano, na Escola Prática da PSP de Torres Novas. 

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