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Correio da Manhã

Portugal
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Pulseiras anti-rapto

Todos os doentes até aos seis anos internados no serviço de pediatria do Hospital de Santo André, em Leiria, recebem, desde ontem, uma pulseira electrónica que permite a sua localização permanente e evita fugas, raptos e acidentes, impedindo, por exemplo, o acesso à sala de medicamentos.
1 de Fevereiro de 2006 às 00:00
As pulseiras são colocadas no pulso das crianças quando são internadas e são retiradas quando têm alta
As pulseiras são colocadas no pulso das crianças quando são internadas e são retiradas quando têm alta FOTO: Luis Filipe Coito
Este sistema de segurança, designado por ‘Baby Match’, consiste na colocação no pulso dos bebés e das crianças de uma pulseira descartável com um sensor electrónico, onde estão todas as informações relevantes e que comunica com o controlador do sistema, instalado no mesmo sector do hospital e também na zona de controlo e segurança. Os movimentos das crianças são registados por sensores electrónicos instalados nos corredores e nas saídas.
Se a criança entrar numa zona considerada de risco, como por exemplo a sala onde se guardam os medicamentos, é accionado um alarme sonoro, o mesmo acontecendo se fugir ou for raptada.
“O nosso objectivo é garantir as melhores condições de segurança aos nossos doentes, daí a preocupação em evitar acidentes com os medicamentos, mas também queremos evitar situações de rapto”, como já aconteceu noutros hospitais, explicou Bilhota Xavier, director do serviço de pediatria.
O equipamento custou 200 mil euros e foi oferecido ao Hospital pela Missão Sorriso – Continente.
Por enquanto, as pulseiras são colocadas em bebés e crianças até aos seis anos – por serem os mais frágeis e ao mesmo tempo os mais curiosos e aventureiros –, e em crianças que estejam à guarda do Hospital, por decisão do Tribunal. Em breve o sistema deverá abranger os recém-nascidos que estão com as mães na maternidade.
CASOS QUE ASSUSTARAM O PAÍS
FALSA GRÁVIDA
Em Fevereiro de 2003 uma mulher disfarçou-se de inspectora do Ministério da Saúde e retirou uma bebé dos braços da mãe, na Alfredo da Costa (Lisboa), alegando que ia fazer o teste do pezinho. Cumpre pena de cinco anos.
PAIS RAPTAM
Em Março de 2003 a mãe de uma recém-nascida retirou a filha do serviço de pediatria do Hospital de S. Bernardo (Setúbal); em Junho desse ano duas bebés foram raptadas pelos pais da maternidade Júlio Dinis (Porto).
ARQUIVADO
Em Julho de 2004 o Tribunal de Guimarães decidiu arquivar o caso de André Tiago, recém-nascido raptado em 18 de Julho de 2002, por falta de provas. O bebé apareceu na Capela da Penha três dias após o rapto.
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