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Correio da Manhã

Portugal

Quadrilha limpa farmácias

Dois estabelecimentos farmacêuticos situados no Largo da Ponte e na Rua dos Camilos, na Régua, foram alvo de assalto na última madrugada. Em ambas as situações os larápios, quatro ao todo, lograram entrar partindo as montras com paralelos.
29 de Agosto de 2007 às 00:00
Lizardo Pereira mostra paralelo usado na Farmácia da Ponte
Lizardo Pereira mostra paralelo usado na Farmácia da Ponte FOTO: Cristina Meireles
A Farmácia Arrochela, situada no centro da cidade, foi o primeiro alvo da quadrilha. Depois de partirem a porta de vidro da entrada, levaram a caixa registadora que, ao que o CM apurou, continha apenas cinco euros em moedas de um e dois cêntimos.
Entretanto, na Farmácia da Ponte, os assaltantes depois de uma tentativa frustrada de partir a porta de vidro do estabelecimento com a traseira da viatura, usaram um paralelo para conseguir entrar. Com o estrondo vários moradores vieram à janela, o que precipitou a fuga dos assaltantes, a alta velocidade, pela A24 na direcção de Vila Real, sem roubarem nada.
Alguns residentes ainda conseguiram tirar a matrícula do carro que, veio a saber-se mais tarde, tinha sido furtado pelas 22h00 em Guimarães. As autoridades estão a recolher elementos que permitam associar estes assaltos a outros dois verificados na região. Um na mesma noite, numa farmácia em Lamego, e outro no dia anterior em Mondim de Basto, com furto de uma máquina registadora e um ecrã plasma.
RUA CENTRAL PREFERIDA PELOS ASSALTANTES
A Rua dos Camilos, em pleno ‘coração’ da Régua, tem sido uma artéria martirizada por vários assaltos. Apesar de ser uma rua central, e por isso de constante movimento de pessoas e carros, já lá ocorreram dois assaltos a farmácias, quatro roubos em ourivesarias e dois outros assaltos a estabelecimentos comerciais diversos. A apetência dos criminosos por esta rua de sentido único deve-se principalmente à facilidade no acesso, quer para chegar, quer para encetar a fuga. Os assaltos foram na sua maioria levados a cabo “à mão armada”, não se tendo, no entanto, registado vítimas. O factor surpresa tem sido a vantagem mais utilizada pelos larápios para concretizar os seus intentos. De referir que num assalto, registado há três anos, os larápios usaram uma estratégia pouco usual. Simulando uma avaria imobilizaram uma viatura no início da rua, que ficou assim com o acesso vedado, para depois se fazem transportar numa outra a fim de assaltarem uma ourivesaria.
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