Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal

Empresários usam lucros de assaltos para comprar campo de padel e barcos

Detidos têm idades compreendidas entre os 46 e os 26 anos.
12 de Novembro de 2021 às 08:13
PJ
PJ FOTO: David Cabral Santos

A Polícia Judiciária desmantelou um grupo que se dedicava à prática de crimes violento na zona centro/norte do País. Dois homens e duas mulheres, todos empresários, foram detidos por suspeitas dos crimes de homicídio, sequestro agravado, roubo, furto qualificado, branqueamento de capitais e associação criminosa.

O grupo que atuava pelo menos desde 2017 "terá vindo a apropriar-se de elevadas quantias em dinheiro, ouro, armas de fogo, bem como de outros objetos de valor, mediante a prática organizada e reiterada de crimes contra as pessoas e contra a propriedade sobretudo residências de comerciantes ou empresários, atuando, se necessário, com grande violência e crueldade", referem as autoridades em comunicado. 

Segundo apurou o CM, os empresários compraram um centro de padle e barcos em Tomar com os lucros dos assaltos.

"Numa das ações violentas atribuídas a este grupo, ocorrida em finais de 2018, foi torturado barbaramente um casal octogenário com a finalidade de os obrigar a entregar a chave de acesso a um cofre, provocando a morte da mulher e graves ferimentos no homem, que chegou a ser regado com combustível e incendiado", acrescentam.     

Durante as bucas foram apreendidas dez armas de fogo e munições, oito veículos automóveis, alguns dos quais de alta cilindrada, uma moto de água e duas moto-quatro, valores em numerário e diversos artigos adquiridos com os proventos do crime.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 46 e os 26 anos, dois dos quais com antecedentes criminais ligados a roubos, furtos e detenção de armas de fogo proibidas, foram presentes a Tribunal para primeiro interrogatório judicial, tendo aos dois homens sido aplicada a prisão preventiva e, as duas mulheres, ficaram sujeitas a presentações bissemanais, à proibição de se ausentarem do Concelho de residência e ao pagamento de uma caução de 20 mil euros cada uma.

Ver comentários