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Correio da Manhã

Portugal
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Queimada com água a ferver e em agonia durante horas: O terror vivido por Valentina antes de morrer

Menina de 9 anos foi torturada pelo pai na presença da madrasta.
Correio da Manhã e Tânia Laranjo 13 de Maio de 2020 às 20:41
Valentina Fonseca
Valentina vivia com a mãe no Bombarral e frequentava a escola primária
Mãe de Valentina
Sandro Bernardo, pai de Valentina, chegou ao tribunal sob fortes medidas de segurança
Madrasta de Valentina no Tribunal de Leiria
Valentina Fonseca
Valentina vivia com a mãe no Bombarral e frequentava a escola primária
Mãe de Valentina
Sandro Bernardo, pai de Valentina, chegou ao tribunal sob fortes medidas de segurança
Madrasta de Valentina no Tribunal de Leiria
Valentina Fonseca
Valentina vivia com a mãe no Bombarral e frequentava a escola primária
Mãe de Valentina
Sandro Bernardo, pai de Valentina, chegou ao tribunal sob fortes medidas de segurança
Madrasta de Valentina no Tribunal de Leiria
Valentina foi morta de uma forma macabra. Foi o pai de Valentina que transportou o corpo da filha, já morta.

Sandro Bernardo levou o corpo de Valentina para uma zona de mato, a cerca de seis quilómetros da casa onde a menina morreu. Usou ainda uma lanterna para escolher o melhor local para deixar o corpo.

O pai de Valentina terá questionado a filha por suspeitar que menina, de 9 anos, mantinha envolvimentos sexuais com colegas na escola e era vítima de abusos sexuais por parte de um homem a quem a criança tratava por "padrinho". A menina ter-se-á mantido em silêncio e, por esse motivo, Sandro torturou-a com água quente e múltiplas agressões.

De acordo com a investigação da Polícia Judiciária de Leiria, perante o silêncio da criança, o progenitor começou por queimar-lhe os pés com água muito quente durante o banho, enquanto lhe batia nas pernas e rabo. Sandro tentou ainda asfixiar a menina, tudo na presença da madrasta, Márcia. Uma forte chapada na cabeça acabaria por ser fatal. O casal deixou a criança morrer no sofá.

O inferno da menina começou uma semana antes de morrer. Recorde-se que esta quarta-feira, o pai de Valentina, Sandro, confessou que espancou violentamente a filha no passado dia 01 de Maio, cinco dias antes da morte da criança, em Peniche.

Segundo as declarações do arguido, a menina não queria contar se estava a ser vítima de abusos sexuais. Sandro admitiu que "deu uma sova muito grande" à criança. O relatório da autópsia confirma que a menina apresentava lesões anteriores ao dia da sua morte, 06 de maio.

No dia em que morreu, Valentina voltou a ser violentamente agredida pelo pai. A menina acabou por morrer. Sandro transportou o corpo para a bagageira do carro.

De acordo com o depoimento de Márcia em tribunal, a madrasta conduziu depois o carro, com Sandro ao lado no lugar do pendura, e Valentina já morta e deitada no banco de trás. Acabaram por abandonar o corpo num local de mato, a 150 metros de uma estrada, num local sem iluminação, e com giestas. Márcia ajudou o marido a tapar o cadáver. O Tribunal de Leiria decretou esta quarta-feira prisão preventiva para o pai e madrasta de Valentina.

Sandro Bernardo está acusado do homicídio qualificado e violência doméstica. Márcia está igualmente acusada de homicídio qualificado. Ambos os arguidos estão ainda acusados do crime de profanação de cadáver. A madrasta da menina vai para a cadeia de Tires, enquanto o pai vai ficar em preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa.
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