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Correio da Manhã

Portugal
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Queixa contra o Lidl

A Associação de Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares apresentou queixa à Autoridade da Concorrência contra o preço de venda do bolo-rei nos supermercados Lidl.
22 de Dezembro de 2007 às 00:00
“Vendem por 1,64 euros mais IVA quando o custo de produção da massa é de 2,37 euros, a que acrescem os açúcares e as frutas cristalizadas”, disse ontem ao CM o presidente dessa associação, Carlos Alberto dos Santos.
A reclamação diz ainda respeito à rotulagem, alegadamente duvidosa. “Não sabemos onde é produzido o bolo, mas de qualquer forma, mesmo que venha do estrangeiro, é crime vender abaixo do preço de custo. Trata-se de concorrência desleal e quem perde é o Ministério das Finanças”, afirmou o presidente da associação. O CM contactou a administração do Lidl mas esta não se mostrou disponível para prestar esclarecimentos.
‘ESCANGALHADO’ EM BRAGA
O casal que lidera a confeitaria Nobreza foi ontem absolvido no caso do bolo-rei ‘Escangalhado’ pelo Tribunal de Braga, já que não se provou que sabiam que a marca e patente estavam registadas pela Paula, uma pastelaria da mesma cidade.
Para o tribunal, a Paula mantém o direito de fabrico exclusivo do bolo-rei ‘Escangalhado’ e este não pode ser fabricado por outros, pelo menos até à decisão da acção cível, em curso na Vara Mista, que é “o local indicado para tratar o assunto”. Na sentença, o juiz advertiu que, a partir de agora, os arguidos “não podem voltar a dizer que desconheciam a patente”.
No final, Paula Araújo disse que se provou ter a razão do seu lado, apelando aos pasteleiros que “se imponham pela criação, a fim de dignificar o sector”.
O grupo Nobreza anunciou ter suspendido o fabrico do ‘Escangalhado’ e esperar pela decisão da acção cível. Enquanto isso abrirá uma fábrica de bolas de Berlim para exportação e vai criar a confraria do bolo-rei.
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