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Correio da Manhã

Portugal

“Quem tem pouco é quem mais ajuda”

Eugénio Fonseca, Pres. Cáritas sobre aumento de donativos
25 de Janeiro de 2010 às 00:30
“Quem tem pouco é quem mais ajuda”
“Quem tem pouco é quem mais ajuda”

Correio da Manhã – Como explica o aumento de donativos à Cáritas em 2009, ano de crise?

Eugénio Fonseca – Em situação de conjuntura grave o povo português é mais sensível e tem a capacidade de ser solidário. O papel dos media é também determinante.

– Esse papel dos media é evidente no apoio ao Haiti...

– Sim. Já angariámos mais fundos para o Haiti (371 mil euros) do que na habitual semana da Cáritas, em Março, em que conseguimos cerca de 300 mil euros. A generosidade é proporcional às carências.

– Muita gente não acredita que a ajuda chega a quem precisa?

– Sem pôr em causa que há riscos e que devemos ser muito exigentes, mesmo que se prove a aplicação do dinheiro há sempre quem persista nesse argumento. Julgo ser uma forma de justificar a falta de vontade em colaborar.

– É correcta a ideia de que quem ajuda mais é quem tem pouco?

– Pode crer que é. Grande parte dos donativos é de quem vive de salários e reformas. Recebo muitas cartas de pessoas com parcas reformas que dão pequenos donativos. Quem viveu situações de provação ou está perto de contextos de pobreza é mais sensível.

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