Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
5

QUEREM A MENINA PARA ADOPÇÃO

A filha de Ângelo Barata tem agora 15 meses. Nasceu numa instituição de solidariedade social onde também se encontrava acolhida a sua mãe. A bebé é fruto de uma relação amorosa de curta duração. Apesar de ter terminado o relacionamento com a mãe da menina, Ângelo Barata garante que nunca descurou as atenção para com a bebé, nunca deixou de visitá-la e não lhe faltou com nada, dentro das suas possibilidades.
9 de Outubro de 2004 às 00:00
Em contrapartida, acusa a Comissão de Protecção de Menores de Lisboa Centro “de tudo fazer para que desista da paternidade” e de não informá-lo sobre o estado de saúde da bebé. Segundo as suas palavras, a menina passaria fome no lar onde se encontrava internada.
“Dá-me ideia que querem que eu entregue a menina para adopção”, conta em declarações ao CM, acusando a comissão, os serviços sociais e as instituições de acolhimento, de “manipulação e de coacção”. “Fizeram tudo para que eu desistisse.”
Ângelo Barata diz-se mesmo indignado com a forma como a comissão o “impede de cumprir o seu papel de pai e de dar todo o afecto à filha”. E conta uma situação específica em que a menina foi internada de urgência no Hospital Dona Estefânia, ocorrência da qual ninguém lhe deu conta.
“Nos dias seguintes, apercebi-me que não estava bem. Como não me davam informações sobre o seu estado de saúde, resolvi deslocar-me ao centro de saúde. A médica assistente disse-me que pesava pouco para a idade”. A menina deveria ter entre seis e oito quilos. Pesava 4,6 quilos.
Três meses depois, a menina é novamente internada. Ângelo Barata diz que a assistente social lhe manifestou estranheza pela fragilidade física da bebé.
“Não é possível que um lar de acolhimento deixe agravar o estado de saúde dos utentes, particularmente de uma criança”, refere ao CM, acrescentando que a menina esteve internada durante 14 dias.
Na sequência destes acontecimentos, o pai da bebé desistiu do acompanhamento da comissão de menores e levou o caso para tribunal. Pretende que a tutela da menina seja entregue à sua irmã.
Como resposta às acusações de Ângelo Barata, a jurista da Comissão de Protecção de Menores de Lisboa Centro, Carla Amaral, diz que “a comissão só institucionaliza as crianças quando a respectiva família não consegue colmatar a situação de perigo”.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)