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Correio da Manhã

Portugal
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“Queremos falar!”

Os alegados cabecilhas de uma associação criminosa que se dedicava à extorsão de imigrantes de Leste prestam hoje declarações no Tribunal de Portimão, onde ontem começou o julgamento da rede, com 23 arguidos. A maior parte deles, entre os quais um português, quer falar em audiência.
11 de Março de 2009 às 00:30
Julgamento começou ontem sob fortes medidas de segurança
Julgamento começou ontem sob fortes medidas de segurança FOTO: Miguel Duarte

Sergiu Arvat, moldavo, e Elyas (Edik) Zulfigarov, do Azerbaijão, ambos em prisão preventiva, são os alegados líderes. Estão pronunciados por 60 crimes de extorsão, dois de associação criminosa, cinco de coacção, um de corrupção activa, 18 de auxílio à imigração ilegal e ainda falsificação de notação técnica e burla qualificada.

De acordo com o despacho de pronúncia do Departamento de Investigação e Acção Penal de Évora, lido sucintamente pela presidente do Colectivo, a juíza Alda Casimiro, os arguidos constituem a ‘ala moldava’ – ou célula Albufeira/Portimão – de uma organização criminosa que foi desarticulada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no Verão de 2007. O grupo dedicava-se a obter dinheiro de forma ilícita, mediante ameaças às vítimas e seus familiares. As verbas eram enviadas para um fundo monetário comum, denominado pela máfia de Leste como ‘obschak’. Este fundo seria gerido na Moldávia, onde se encontra preso o alegado responsável máximo da rede, Vova Makena.

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