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Correio da Manhã

Portugal
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"Queria que eu satisfizesse os seus caprichos sexuais": Militar da GNR aponta arma de fogo a superior hierárquico

Mulher está a ser julgada por "insubordinação".
José Eduardo Cação e Ana Isabel Fonseca 10 de Outubro de 2019 às 01:30
Justiça
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"Ele queria que eu satisfizesse os seus caprichos sexuais". A confissão é de uma militar da GNR que está a ser julgada no Tribunal de S. João Novo, Porto, por ter apontado uma arma de fogo a um superior hierárquico. Os factos ocorreram na noite de 19 para 20 de maio do ano passado, no posto da GNR em Mondim de Basto, quando ambos iam para uma patrulha. A arguida está acusada de insubordinação.

A militar indicou ter sido alvo de "importunações e perseguições por mensagens" por parte do seu superior. "Uma vez, eu estava no posto a vestir-me e ele atirou-me para a cama e eu disse para sair ou gritava. Foi a minha casa, de surpresa, e nas patrulhas de carro metia a mão na minha perna", disse a arguida. "Naquela noite, ele deu-me um encontrão e eu apontei-lhe a arma porque, ao cair, esta magoou-me e eu pu-la no chão. Vi que ele me ia pontapear e ameacei-o. Ainda me tentou beijar", revelou.

Segundo a acusação do Ministério Público, o superior e a militar discutiram dentro do posto e, já no exterior, terá havido um encontrão que levou à queda da arguida. No chão, a arguida apontou a arma ao colega.

"Eu fiquei surpreendido, ela ligou-me exaltada e a dizer que estava a gozar com ela por nunca mais chegar. Depois, disse que eu era mais um burro que ia aturar e eu pedi satisfações. Dá-me um encontrão e atirou-se para o chão. Eu disse para se levantar, deixar-se de fitas e ir trabalhar. Aí apontou a arma", contou o militar, ontem, em tribunal.

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