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Quinze polícias morreram em serviço nos últimos vinte anos, disse o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP), António Ramos, que ontem promoveu uma missa em memória dos colegas mortos.
A cerimónia realizou-se no Santuário do Cristo-Rei, em Almada, e contou com a presença de familiares de alguns elementos da PSP falecidos, nomeadamente, as viúvas do agente Felisberto Silva e do chefe Sérgio Martins. À missa assistiram ainda o chefe de gabinete do ministro da Administração Interna, Arménio Ribeiro, o inspector-geral da Administração Interna, Clemente Lima, e o inspector Francisco Santos em representação do director nacional da PSP, para além de outros elementos da PSP, da GNR, do Governo Civil de Setúbal e das autarquias.
“Os polícias, melhor do que ninguém, conhecem o que há de melhor e de pior no coração do Homem”, disse o vigário João Luís Paixão durante a homilia. Numa altura em que a criminalidade violenta aumenta, o religioso apelou à serenidade. “Se deixarmos o medo entrar nas nossas vidas, entramos no desespero”, salientou.
No final da missa, António Ramos salientou também o facto de o dia ser de reflexão. Para além da celebração no Cristo-Rei, muitos outros polícias pelo País fora realizaram um minuto de silêncio nas esquadras em que prestam serviço.
Sem querer fazer reivindicações sindicais, o presidente do SPP/PSP disse desejar “o reconhecimento por parte do poder político pelo trabalho realizado pelos polícias”.
“Já vi várias vezes fazerem minutos de silêncio na Assembleia da República, em memória de muitas pessoas, mas nunca vi em situações de polícias mortos em serviço. Acho que mereciam este tipo de homenagem, sejam da PSP, da GNR ou da Judiciária”, salientou.
Este foi o segundo ano em que o sindicato organizou uma missa dedicada aos elementos da PSP que morreram. Em 2009 o encontro não será junto à capital, estando ainda por definir o local. António Ramos garantiu que a iniciativa vai continuar: “É uma forma de mantermos viva a memória dos nossos colegas.”
DOIS MORTOS
Paulo Alves e António Abrantes, agentes ao serviço da PSP da Amadora, foram abatidos em serviço em Março de 2005. O autor, Marcus Fernandes, foi condenado a 25 anos de cadeia.
AGENTE IRINEU
O agente Irineu Dinis foi morto em Fevereiro de 2005 no Bairro Cova da Moura, Amadora. O colega escapou por sorte. O tribunal condenou Luís Santos, 41 anos, e Euclides Tavares, 21 anos, a penas de 23 e 19 anos.
CHEFE MARTINS
Em Dezembro de 2005 o chefe da PSP de Lagos, Sérgio Martins, foi assassinado por assaltantes. Sete elementos do ‘gang do Pecas’ cumprem penas entre seis anos e seis meses e 22 anos.
ATROPELADO
Em Vila Real de Santo António, o chefe Armando Lopes, da PSP, foi atropelado mortalmente junto à ponte do Guadiana por um carro em fuga.
SEIS TIROS
Felisberto Silva, um polícia de 25 anos, foi assassinado no centro da Damaia, Amadora, com seis tiros à queima-roupa. O autor dos disparos, ‘Pepa’, cumpre 18 anos de prisão.
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