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Correio da Manhã

Portugal
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Raptam e sacam milhares

O toxicodependente começou por ser abordado na rua e, a bem, fizeram-no ver que não tinha nada a perder. Pelo contrário, se cedesse os seus documentos para abertura de contas bancárias e contracção de empréstimos, davam-lhe metade do valor que sacassem aos bancos. E ainda recebia umas gramas de droga para matar o vício.
24 de Dezembro de 2009 às 00:30
Esquema servia para burlar várias instituições de crédito
Esquema servia para burlar várias instituições de crédito FOTO: Simulação

Como indigente que é, sem um bem em seu nome, nunca os bancos lhe poderiam ir buscar um tostão. Primeiro aceitou, depois teve medo mas aí já era tarde. Foi raptado por três pessoas, os dois homens e uma mulher que, em seu nome, burlaram firmas de crédito em milhares de euros na Grande Lisboa. Tudo isto nas últimas semanas, até que os crimes chegaram ao conhecimento da Unidade Nacional Contra-Terrorismo da Polícia Judiciária.

Foram detidos na última sexta--feira, tendo os dois homens recolhido à cadeia e a mulher ficado com apresentações à polícia até ao julgamento. Além do rapto, burla qualificada, posse de arma ilegal, coacção e agressões, respondem ainda por tráfico – as doses de droga com que aliciaram a vítima, numa altura em que esta, em desintoxicação, até tentava deixar o consumo. A PJ investiga a hipótese de o esquema de burla ter uma dimensão superior.

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