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Correio da Manhã

Portugal

Rasto de sangue prova tortura

Muito sangue, vestígios de pele humana e alguns objectos usados para torturar a vítima. Foi este o cenário encontrado pelos investigadores da Polícia Judiciária (PJ) na casa, no Algarve, onde o escocês James Ross terá sido torturado e mantido em cativeiro durante vários dias.

23 de Outubro de 2010 às 00:30
PJ usou georadar para procurar vestígios no jardim da casa onde James Ross foi torturado
PJ usou georadar para procurar vestígios no jardim da casa onde James Ross foi torturado FOTO: Luís Costa

Os inspectores da Unidade Nacional Contra-Terrorismo, apoiados por equipas do Laboratório de Polícia Cientifica (LPC), voltaram ontem à moradia, na zona serrana de Boliqueime. Ao que o CM apurou, encontraram vários vestígios e instrumentos que provam os actos de tortura impostos pelos cinco raptores britânicos, já presos pela PJ na semana passada. Tudo devido a uma dívida relacionada com tráfico de droga.

Na casa nada terá sido lavado ou escondido, o que pode indicar a saída repentina dos raptores e alegados cúmplices. A casa terá sido abandonada e James Ross libertado, depois de encontrado, incendiado na barragem de Santa Clara, o Mercedes SLK em que foi transportado na bagageira.

A PJ procurou ainda pistas num anexo, num depósito de água e no jardim, onde uma parte de terra remexida levantou suspeitas. Para esta última diligência foi chamada uma equipa especializada do LPC para buscas debaixo do solo, através de um georadar, normalmente utilizado para localizar cadáveres ou objectos enterrados.

Tortura Algarve Escocês
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