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Correio da Manhã

Portugal

REBANHO TIRADO AO COLO DO RIO TEJO

O pastor que foi resgatado com o seu rebanho de uma ilhota no rio Tejo, em Rio de Moinhos, Abrantes, na segunda-feira, garante que só volta para o local se estiver acompanhado de outra pessoa.
25 de Agosto de 2004 às 00:00
”Eu tenho de dar de comer aos animais, mas só volto para lá se tiver ajuda para sair quando a água começar a subir”, disse ontem Carlos Nunes, de 75 anos, adiantando que “o pasto está todo seco” e os animais “gostam de comer as moitas” que crescem nos bancos de areia do Tejo.
Carlos Nunes levou o rebanho, constituído por 180 ovelhas e cabras, para a ilhota por volta do meio--dia e uma hora depois a água já lhe chegava aos joelhos, devido a uma descarga da barragem de Belver.
“Eu estava descuidado e quando vi a água começar a crescer tentei juntar o rebanho, mas já não consegui passar”, contou o pastor, adiantando que nessa altura chegou o neto, Júlio Rosa, de 15 anos, que foi pedir ajuda a uma extracção de areia situada nas proximidades. Os animais foram retirados da ilhota para a margem por bombeiros de sete corporações, que tiveram de agarrar os animais ao colo para colocá-los nas embarcações e levá-los para terra. Apenas morreu um borrego e ontem estavam desaparecidas “três ou quatro ovelhas”.
Segundo Luís Pombo, comandante dos Bombeiros Municipais de Abrantes, os animais estavam “muito assustados” e foi preciso um “grande empenho” dos bombeiros para resgatar o pastor, o neto e os animais com vida. “Apesar das correntes fortíssimas, houve sempre bombeiros na água.”
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