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Correio da Manhã

Portugal

Receia represálias e vive escondida

Emília Sousa, a mulher que era vítima de violência doméstica e que terá matado, em legítima defesa, o marido, António Conceição, em Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses, vive desde a semana passada escondida com os dois filhos menores, com medo de represálias.
12 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Emília Sousa foi libertada depois de ter sido ouvida no tribunal de Marco de Canaveses
Emília Sousa foi libertada depois de ter sido ouvida no tribunal de Marco de Canaveses FOTO: Alexandre Panda

Desde o dia em que estrangulou o marido quando ele a tentava matar, a mulher, de 40 anos, apenas regressou uma vez a Vila Boa do Bispo e está refugiada em casa de um familiar, numa freguesia do concelho de Marco de Canaveses.

"Não recebeu ameaças, mas teme o regresso à freguesia onde vivem familiares do falecido marido. Prefere estar longe, num ambiente calmo, com os dois filhos, que também precisam de se afastar da casa onde o pai deles morreu. É a melhor forma para que o ambiente familiar regresse à normalidade", disse ao CM um amigo de Emília Sousa.

Ao que o CM apurou, a mulher ainda não regressou ao trabalho, mas os dois filhos já voltaram à escola. Aliás, os dois irmãos já estão a receber apoio psicológico da Comissão de Protecção de Menores e Jovens em Risco de Marco de Canaveses, que abriu um processo no dia seguinte ao homicídio. As crianças, de 13 e 14 anos, foram, num primeiro tempo, confiadas aos cuidados de uma irmã de Emília Sousa, mas acabaram por ser entregues à mãe, com quem vivem actualmente.

Depois de ter sido ouvida por um juiz de instrução criminal, a mulher foi libertada apenas com a medida de coacção de Termo de Identidade e Residência.

Livre, Emília Sousa foi buscar os filhos à casa da irmã, em Vila Boa do Bispo, e refugiou-se na habitação de um familiar, que lhe dá apoio.

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