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Correio da Manhã

Portugal
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Reciclagem evita corte de floresta

As toneladas de papel e cartão deixadas nos ecopontos da Valorlis, no ano passado, ‘salvaram’ do abate 55 mil árvores. A empresa, que trata os resíduos sólidos dos concelhos da Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós revelou ontem que 2006 foi o melhor ano de sempre na reciclagem. O aumento das quantidades recolhidas é de 15 por cento.
16 de Fevereiro de 2007 às 00:00
A reciclagem na Alta Estremadura foi a melhor de sempre
A reciclagem na Alta Estremadura foi a melhor de sempre FOTO: d.r.
A Valorlis anunciou ainda que a partir de Junho vai distribuir nas casas da região caixas de compostagem para produzir fertilizantes a partir do lixo orgânico. As caixas de compostagem aceleram a decomposição natural da matéria e permitirão a produção doméstica de fertilizantes para a agricultura e para jardins.
Os equipamentos terão um custo simbólico, vão ser distribuídos nas moradias de zonas semi-urbanas e os proprietários precisam de receber uma breve formação, explicou Miguel Aranda da Silva, administrador-delegado da Valorlis.
Quanto ao balanço de 2006, os ecopontos verdes (vidro) foram os mais usados, seguidos dos azuis (papel e cartão) e dos amarelos (plástico e alumínio). Nesse período, cada um dos habitantes da região – são 297 mil – contribuiu para a reciclagem, em média, com 12,6 kg de vidro, 12,4 kg de papel e cartão, 2,2 kg de plástico e 417 gramas de latas de aço e alumínio.
O esforço é elogiado pela empresa. “Este resultado só foi possível graças ao esforço e empenho da população dos seis concelhos, que está de parabéns pela colaboração activa”, refere a Valorlis.
As 3679 toneladas de cartão e papel colocadas nos ecopontos azuis evitaram o abate de 55 185 árvores, mas há outros números relevantes. Assim, as 3754 toneladas de vidro recolhidas permitem fabricar dez milhões de garrafas de vidro, enquanto as 657 toneladas de plástico depositadas nos ecopontos amarelos chegam para produzir 2,6 milhões de t--shirts de tamanho XL.
Durante o ano passado, a Valorlis recolheu ainda 117 toneladas de aço e metal suficientes para 6,8 milhões de latas de 0,33 litros.
POLÉMICA
NOVO ATERRO
Em 2007, a Valorlis aposta na construção de um novo aterro, ao lado do actual, que será selado. Esta foi uma decisão polémica dos accionistas, que motivou uma acção popular em tribunal, pois o acordo que criou o aterro actual, em Parceiros, Leiria, previa a deslocalização para outro concelho no fim de vida.
POLUIÇÃO NEGADA
Na acção popular interposta em tribunal, os moradores acusam a Valorlis de cometer atentados ambientais contra cursos de água, uma situação desmentida pela administração da empresa, que cita estudos elaborados pelo Instituto Superior Técnico.
QUEIXA EM TRIBUNAL
A acção popular foi interposta na segunda-feira passada no Tribunal de Leiria e visa retirar do concelho os aterros existentes, em particular o da Valorlis, já que o acordo inicial previa a sua transferência em 2007 para outro dos seis municípios.
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