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Correio da Manhã

Portugal
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Recluso acusado de tentar burlar dois presos conhece sentença sexta-feira

O arguido é acusado pelo Ministério Público de se fazer passar, em cartas, por técnico oficial de justiça e funcionário do Ministério Público.
22 de Fevereiro de 2017 às 14:03
Tribunal de Coimbra
Tribunal de Coimbra FOTO: Ricardo Almeida
O coletivo de juízes do Tribunal de Coimbra vai ler na sexta-feira a sentença de um recluso acusado de tentar burlar duas pessoas presas preventivamente, em 2012 e em 2014.

O arguido, de 47 anos, preso desde 2004, é acusado pelo Ministério Público de se fazer passar, em cartas, por técnico oficial de justiça e funcionário do Ministério Público, prometendo a duas pessoas presas preventivamente ajuda na alteração das suas situações processuais, em troca de dinheiro, em 2012 e em 2014.

As duas ex-companheiras do arguido, também acusadas de participação no crime, negaram no Tribunal de Coimbra qualquer envolvimento no esquema, sublinhando que também elas terão sido enganadas.

O recluso, preso no Estabelecimento Prisional de Coimbra desde 2004 por burla e falsificação de documentos, terá engendrado um plano no decorrer do ano de 2012 com a então sua mulher "para obter dinheiro de pessoas que se encontrassem sujeitas à medida de coação de prisão preventiva".

Para isso, através da leitura de jornais com notícias de reclusos, o arguido escolhia as suas vítimas e dizia-lhes que tinha poder de "exercer influência nos processos-crime" para alterar as medidas de coação, pedindo-lhes uma quantia de dinheiro em troca, refere o Ministério Público, na acusação a que a agência Lusa teve acesso.

As duas vítimas presentes no processo foram Francisco Canas, um dos principais arguidos do processo 'Monte Branco', e um professor acusado de abuso sexual de menores.

No caso de Francisco Canas, a vítima comunicou os factos ao seu advogado, que instaurou um procedimento criminal pelos mesmos.

Não obstante ser já suspeito desse crime, o arguido terá continuado o seu esquema, desta feita, em março de 2014, fazendo-se passar por um funcionário do Ministério Público junto de um homem acusado de abuso sexual de menores, que estava em prisão preventiva no Porto.

Nesta situação, o recluso terá conseguido receber 5.000 euros por parte da irmã da vítima.

O arguido é acusado da prática de um crime de burla na forma tentada, um crime de burla qualificada na forma consumada, dois crimes de falsificação, um crime de uso de documento de identificação alheio e um crime de desobediência.

A leitura de sentença está marcada para sexta-feira às 14:00.
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