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Correio da Manhã

Portugal
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RECLUSOS NO CENTRO DE SAÚDE

Os reclusos vão passar a receber assistência clínica no Serviço Nacional de Saúde (SNS) a partir do próximo ano, decidiu o Governo. Os médicos contestam esta medida, devido à escassez de recursos humanos nos centros de saúde.
24 de Junho de 2004 às 00:00
“Os centros de saúde têm um défice de médicos de família, já de si sobrecarregados com trabalho para outras entidades. Passam relatórios de incapacidade para o Ministério do Trabalho, relatórios para a carta de condução, para a medicina do trabalho”, protesta Carlos Arroz, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM).
Além da falta de médicos de família, o dirigente sindical aponta a “dificuldade técnica” que esta transferência de responsabilidades acarreta, principalmente por se tratar de uma população – que actualmente ronda os 14 mil reclusos – que apresenta problemas específicos graves, como a hepatite B, sida e toxicodependência.
“Os reclusos necessitam tratamento específico e a sua assistência devia passar pelo reforço dos quadros médicos do Ministério da Justiça, em parceria com o Instituto da Droga e Toxicodependência”, defende Carlos Arroz.
Para que a transferência de responsabilidade dos cuidados de saúde dos presos passe do Ministério da Justiça para o Ministério da Saúde foi constituída uma comissão. Este organismo está a avaliar a forma como a assistência médica vai passar a ser efectuada.
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