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Correio da Manhã

Portugal
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Recursos recusados a todos os homicidas

Relação mantém prisão para os sete arguidos e prolonga preventiva por três meses.
Liliana Rodrigues e Tânia Laranjo 3 de Outubro de 2016 às 08:27
Recursos recusados a todos os homicidas
O Tribunal da Relação de Guimarães rejeitou os sete recursos apresentados pelos arguidos indiciados pelo rapto, morte e profanação do cadáver do empresário João Paulo Fernandes, em março passado, em Braga.

A prisão preventiva foi validada por mais três meses, enquanto não é deduzida a acusação do Ministério Público. Todos os arguidos - entre eles os irmãos Bourbon - já recorreram da decisão.

É a segunda derrota em poucos dias para Pedro Bourbon, o advogado indiciado por ter planeado o rapto, à frente da filha de oito anos da vítima, e a morte do empresário, cujo corpo te- rá sido dissolvido em ácido. A 22 de setembro, os juízes conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça recusarem a argumentação de Rodrigo Santiago, advogado de Pedro Bourbon, que garantia tratar-se de uma prisão ilegal. Em causa, estavam prazos do recurso, tendo em conta que tinham sido entregues na Relação, mas não decididos nos 30 dias previstos.

Porém, o Supremo rejeitou o habeas corpus, que pedia a libertação imediata do advogado, que se mantém detido na cadeia anexa à PJ do Porto, tendo sido o único arguido a prestar declarações no primeiro interrogatório judicial, para negar todas as acusações. Os seus dois irmãos mantêm-se na cadeia de Braga, estando os restantes arguidos no Estabelecimento Prisional de Custóias, em Matosinhos.

O grupo raptou o empresário à porta de casa, quando seguia com a filha no carro. Usaram o Mercedes, que queimaram.
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