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Correio da Manhã

Portugal
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Recusa tratar-se e mata-se

Um homem de 64 anos, que sofria de doença mental, suicidou-se, ontem à tarde, com um tiro na cabeça, em Romariz, Lousada, quando percebeu que a GNR o ia levar para cumprir mais um internamento compulsivo, por ordem judicial.
10 de Agosto de 2011 às 00:30
Corpo na morgue de hospital
Corpo na morgue de hospital FOTO: Alexandre Panda

Segundo o CM apurou, o homem era agressivo com os habitantes da zona, tinha comportamentos desviantes e que por vezes representavam um perigo público. A partir de diversas denúncias e ao abrigo da lei de Saúde Mental, já tinha cumprido vários períodos de internamento em unidades de saúde especializadas em patologias do foro psiquiátrico. Foi sempre através de ordem de internamento compulsivo e sempre com resistência.

Desta vez, ao ver a patrulha da GNR aproximar-se, desconfiou que seria mais uma vez levado e fechou-se em casa sozinho. A companheira ficou junto dos guardas que tentavam convencer o homem a sair. Pouco tempo depois, ouviram um disparo e decidiram entrar na casa. Encontraram o homem já sem vida, com um tiro na cabeça e uma pistola caída no chão.

Após o óbito atestado pelo delegado de saúde local, o corpo do homem foi transportado para a morgue do Hospital de Penafiel. A GNR investiga a origem da arma da fogo, que estava na posse do doente mental. Os familiares mais próximos disseram às autoridades desconhecer a existência da arma.

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