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Correio da Manhã

Portugal
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REDE BURLAVA IMIGRANTES

Seis pessoas foram ontem detidas pela Directoria de Lisboa da Judiciária sob a acusação de pertencerem a uma rede de extorsão e falsificação de documentos de legalização de imigrantes em território nacional. A operação, designada 'Brisa de Leste', contou com a colaboração de inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
12 de Julho de 2003 às 00:00
 A operação da Polícia Judiciária teve o apoio do sef
A operação da Polícia Judiciária teve o apoio do sef FOTO: tiago sousa dias
A PJ precisa que cinco dos detidos, quatro mulheres com idades entre os 25 e os 45 anos e um homem de 54, são de nacionalidade estrangeira, enquanto o sexto é uma advogada de 35 anos, sobre a qual "impendem fortes suspeitas de liderança da actividade criminosa".
A rede desenvolvia a sua actividade a partir de dois escritórios, situados em Aveiro e Lisboa.
Era para esses locais que eram encaminhados os imigrantes, normalmente vindos de fora da União Europeia, atraídos por anúncios publicados na Imprensa escrita dos respectivos países.
Atraídos por promessas de regularização rápida e fácil das respectivas situações em território português, os imigrantes entregavam quantias compreendidas entre os 500 e os 1000 euros, o que levou as autoridades a apreender, em sequência da operação, cerca de trinta mil euros em dinheiro, depositados num banco. Foi ainda apreendido diverso material informático, documentação e um automóvel.
Os seis detidos foram presentes ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa .
OUTRO CASOCOM ADVOGADA
Uma advogada da Figueira da Foz foi detida pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a 30 de Junho, sob a acusação de pertencer a uma rede de auxílio à imigração ilegal. A operação, levada a cabo no espaço de 24 horas, permitiu ainda deter mais duas pessoas, alegados membros da mesma organização. Com escritório montado na Figueira da Foz, a advogada foi considerada, durante o período de investigações que antecedeu esta operação, como a cabecilha desta rede, que se dedicava à legalização 'fraudulenta' de imigrantes em solo nacional. Para além do crime de auxílio à imigração ilegal, os três arguidos foram acusados de falsificação de documentos e burla. Antes desta acção, o SEF esteve ainda envolvido, a 16 de Junho, na detenção de uma cidadã romena, suspeita de transportar imigrantes ilegais da Roménia para Portugal. A detida, de 45 anos, angariava os imigrantes através de anúncios publicados na imprensa romena, prometendo aos homens empregos na construção civil, enquanto às mulheres eram entregues trabalhos de doméstica.
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